• Decisão difícil
O prefeito Nilson Costa (PTB) terá de tomar uma decisão difícil hoje. Ele vai se reunir com o comando do Corpo de Bombeiros, que articula junto à Câmara Municipal de Bauru a criação de uma taxa para o financiamento dos serviços da corporação. Mas a iniciativa terá de partir do Poder Executivo, através de projeto de lei que será enviado aos vereadores.
• Duro na queda
Nos últimos anos, o Poder Legislativo tem se negado a criar novas tributações. Prova disso é o bloqueio ao projeto enviado por Nilson, no final do ano passado, que criava a Contribuição para Iluminação Pública (CIP). Se decidir pelo envio do projeto, o prefeito terá que articular muito bem o discurso e as bancadas que lhe são favoráveis.
• Situação precária
Com ou sem taxa, uma coisa é certa: a situação do Corpo de Bombeiros há muito merece maior atenção por parte da cidade. São precárias, há tempos, as condições de treinamento e salvamento. Por sorte a cidade não tem tido o infortúnio de uma tragédia de proporções maiores. Porém, não dá para acreditar que a sorte vai prevalecer o tempo todo. Por isso, é preciso mais dinheiro à corporação.
• Outras cobranças
O governo Nilson Costa pode terminar seu mandato com algumas desistências pelo caminho. A revisão da planta genérica do IPTU foi e voltou para a Câmara mais de uma vez; o retorno da cobrança para a coleta de lixo foi acionada e abortada e o próprio financiamento para os serviços do Corpo de Bombeiros contava com a taxa de sinistro. Ah! A revisão na tabela de edificações também sucumbiu às discussões.
• Dinheiro, money
Antes da crítica, é bom pontuar que esta coluna, assim como a opinião pública, torce para que o governo municipal conquiste verbas de outras esferas, de preferência a fundo perdido. Contudo, tomara que não pareça efeito de ocasião a divulgação pela assessoria de imprensa da prefeitura de que Bauru poderá obter R$ 110 milhões no Orçamento da União para 2004. Tomara que encontrem padrinho político do mesmo tamanho do pedido.
• Banco Mundial
Por falar em divulgações de pedidos, a prefeitura não falou mais nada sobre os US$ 50 milhões de financiamento solicitados junto ao Banco Mundial. Não falou mais nada e também não explicou porque a cifra caiu de US$ 50 para US$ 35 milhões. E mais: depois se descobriu que na verdade o pedido seria de R$ 20 milhões (agora em real mesmo!). A contrapartida (dinheiro da prefeitura) citada é de R$ 14,6 milhões.
• Transparência
Por falar em discussão de recursos públicos, a Comissão Interpartidária da Câmara até agora não realizou a audiência pública que tinha por finalidade esclarecer todos os débitos e receitas da prefeitura acumulados ou gerados até 2003. O orçamento para 2004 tem que ser votado até o final do mês e pouco também foi discutido sobre o tema.
• Administrador
Por uma falha da coluna, José Cardoso Neto foi identificado ontem como presidente da Associação Hospitalar de Bauru (AHB), mas sua função é a de administrador. O presidente da AHB é Joseph Saab, que tem lutado bravamente pela instituição.