Debate obrigatório
A Câmara Municipal de Bauru tem hoje a fundamental tarefa de iniciar a discussão sobre o pacotão que estabelece novas cobranças para o Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza - uma tentativa desesperada de sanar o desequilíbrio financeiro da prefeitura, que se furtou em debater o tema com a cidade.
Não dá para engolir
Tentar consertar o que se deteriorou ao longo dos anos é, infelizmente, prática recorrente quando se trata do dinheiro público. O que não dá para engolir é onerar ainda mais a população, que já arca com uma carga elevadíssima de impostos. Pior ainda da forma como está se fazendo, enfiando goela abaixo o “abacaxiâ€, num momento em que Bauru tenta fazer do final de ano uma alavanca para a recuperação da economia e da expectativa por dias melhores.
Olho no Legislativo
Por tudo o que o JC veiculou nas últimas edições e pela forma como o fato ganhou as ruas, é bem provável que a audência das TVs Câmara e Preve aumente hoje. Afinal de contas, os representantes da população vão ter o papel de analisar criteriosamente e à luz dos interesses da comunidade as medidas contidas no pacote do ISS.
Taxa de sinistro, sim!
Não se trata aqui de defender que nunca se deve mexer em impostos. Quando a prefeitura propôs criar uma taxa de sinistro para equipar decentemente o Corpo de Bombeiros da cidade, ninguém reclamou. A medida tem alto grau de razoabilidade, não onera demais o bolso do cidadão e dá como retorno a segurança de unidades resgate, entre outros serviços essenciais.
CIP também é viável
Matéria na edição de ontem do JC mostrou o quanto o Corpo de Bombeiros precisa, de uma vez por todas, de um reforço. Uma residência de 100 metros quadrados pagaria de taxa algo em torno de R$ 6,50 ao ano. É perfeitamente assimilável pelo retorno que a guarnição oferece à cidade. E mesmo a proposta de criação da Contribuição para Iluminação Pública (CIP) pode ser perfeitamente digerível.
Protesto pelo Cefam
Um protesto pacífico e os pedidos embargados de alunos do Centro de Formação do Magistério (Cefam) de Jaú não abalaram a decisão do governador Geraldo Alckmin de extinguir as 54 unidades do órgão no Estado, inclusive a de Bauru. Dezenas de estudantes acompanharam toda a visita do governador, no sábado, foram ouvidos por ele, mas não conseguiram um sinal de que ainda há uma chance.
Um curso substituto
Alckmin disse que o governo tem que investir no futuro e na oferta de curso superior aos estudantes do ensino público que não conseguem vagas nas universidades estaduais. Segundo ele, o programa Escola da Família será o substituto do Cefam. O JC voltará oportunamente ao assunto para explicar melhor a relação entre um e outro.
Presentes da terra
Ainda sobre a estada do governador em Jaú, os empresários do setor calçadista, que estiveram reunidos com Alckmin, querem conquistar o gosto da primeira-dama para os calçados da terra. Mais de 40 pares de sapato foram especialmente escolhidos para presentear Maria Lúcia, que precisou de ajuda para levá-los a São Paulo.