Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
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• Mais calmo

Dos bastidores políticos chega a notícia de que o vice-prefeito Dudu Ranieri, presidente da executiva municipal do PFL, está mais calmo com os vereadores José Walter Lelo Rodrigues e Paulo Eduardo Martins Neto, após ambos votarem contra a instalação de nova Comissão Processante para o prefeito Nilson Costa (PTB). A recomposição entre Dudu e os parlamentares já estaria sendo costurada.

• Orçamento

A proposta orçamentária para o exercício financeiro de 2004 vai ser votada na sessão legislativa de segunda-feira, garante o presidente da Câmara Municipal, vereador Renato Purini (PMDB). Na verdade, não há mais prazo para prolongar a discussão e votação da peça. A legislação determina que o orçamento do ano subsequente deve ser votado até 30 de novembro.

• Duas faces

O projeto do prefeito Nilson Costa pedindo o parcelamento de uma dívida de R$ 8 milhões com a previdência do servidor gerou duas reações, ontem. De um lado, alguns servidores acham que o prefeito vai continuar não pagando. De outro, servidores e até alguns vereadores avaliam que a rejeição ao projeto é pior. Sem parcelar, o Executivo não terá como pagar e o débito iria ficar anos na Justiça. Já existe uma pendência judicial de R$ 30 milhões.

• Pressão total

Servidores, vários cidadãos e representantes de segmentos sociais pressionaram o secretário de Finanças, Raul Gomes Duarte Neto, durante audiência pública realizada ontem. Todos queriam saber quais são, uma a uma, as dívidas da prefeitura nesta gestão. Mas o secretário apontou apenas alguns devedores. Sobre o orçamento, ele confirmou que a prefeitura recebeu mais dinheiro do que foi previsto. Ainda assim, muitos compromissos não foram saldados.

• Gastou mais

O secretário argumentou que a prefeitura investiu mais do que estava previsto em 2003 e que, além disso, não ocorreu receita extraordinária. Mesmo sem obter novas fontes de receita, a prefeitura arrecadou mais e não poupou investimentos em cargos e obras no período em que Nilson teve o mandato sob risco. No fim, as dívidas de curto e médio prazo só deste governo já chegam perto de R$ 60 milhões. Portanto, o rombo é financeiro, mas de origem política.

• Muitas emendas

Vereadores de diferentes partidos iniciaram uma reação em relação ao pacote fiscal do prefeito. Rumo a um acordo, vários parlamentares já defendem emendas ao projeto do ISS que garantam que nenhuma alíquota sofrerá majoração. Outras emendas pretendem fixar teto máximo de 3% para todas as cobranças de serviços e ainda reduzir os aumentos propostos para pagamentos trimestrais (página 4).

• Manter o nível

O vereador Edmundo Albuquerque (PPS) afirma não querer baixar o nível de sua atuação no parlamento. A respeito da discussão que teve com o tucano Toninho Garmes, na sessão de segunda-feira, afirmou: “Nem as agressões injustas do Garmes irão me levar a rebaixar o nível da discussão política em nosso município”.

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