Criar a consciência solidária nos jovens de que a doação de órgãos pode salvar e melhorar a qualidade de vida de milhões de pessoas. É o que propõe o projeto de lei de autoria da vereadora Majô Jandreice (PC do B), através da realização da Semana de Esclarecimento e Incentivo à Doação de Órgãos, a ser implementada na rede municipal de ensino, no final de setembro.
O evento deve contar com exposições de trabalhos escolares, palestras, debates, seminários, entrevistas e exibição de material audiovisual. “Doação de órgãos é um assunto que ainda desperta dúvidas e receio na sociedade. Por falta de informação e preconceito, muitas vidas deixam de ser salvas, enquanto cresce a fila de pacientes à espera de transplantes”, avalia Majô.
A vereadora diz que o avanço da tecnologia de transplantes tem salvado milhares de vidas. “Tantas mais poderiam estar se beneficiando se houvesse maior consciência coletiva nesse sentido”, reforça.
A parlamentar explica que a carência de doadores de órgãos representa um obstáculo para a efetivação de transplantes no Brasil. “Mesmo nos casos em que o órgão pode ser obtido de um doador vivo, a quantidade de transplantes é pequena diante da demanda de pacientes que esperam pela cirurgia”, informa.
Ela acredita que a falta de informação e o preconceito também acabam limitando o número de doações obtidas de paciente com morte cerebral. “Com a conscientização efetiva da população, o número de doações pode aumentar de forma significativa. Para muitos pacientes, o transplante de órgãos é a única forma de salvar suas vidas ou de melhorar a qualidade de vida”, avalia a vereadora.
“É preciso trabalhar o doador do futuro. Esclarecer dúvidas sobre quem pode ser doador em vida, quais órgãos podem ser doados, quem pode se beneficiar com o transplante, como funciona o sistema de captação de órgãos”, expõe a parlamentar.
Para Majô, a mudança dessa situação só será possível através da educação da população. “Preparar as crianças e jovens para uma futura doação consciente e responsável é uma das atividades mais desafiantes. Investir no trabalho educativo, que desmistifique os tabus e crendices sobre o processo e importância da doação certamente levará a uma mudança de comportamento. Não podemos ficar alheios a esta realidade”, defende.