Saúde

Estado psicológico influencia resultados do tratamento

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 2 min

Hoje já se sabe que o apoio da família durante o tratamento aumenta sensivelmente as probabilidades de recuperação da criança. Encarado de forma inadequada, porém, o câncer infantil pode desencadear traumas e sentimentos de culpa, tanto nos pais, quanto nos filhos.

Segundo a Agência Saúde, para minimizar esses efeitos negativos, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) privilegia o tratamento ambulatorial - aquele em que a criança volta para casa após receber a medicação, ao invés de ficar internada num hospital. Isso permite que ela mantenha um convívio familiar e social o mais próximo possível do normal.

Para a chefe da Seção de Oncologia Pediátrica do Inca, Sima Ferman, a sinceridade é fundamental. Além de explicar tudo aos pais, principalmente sobre a perspectiva de cura e a duração do tratamento, é importante conversar com a própria criança.

“Deve-se falar de acordo com a capacidade de compreensão dela (...) É preciso dar explicações simples, para que a criança possa entender o que está acontecendo. E dizer quando vai doer ou não, para conquistar a confiança dela”, salienta.

“O câncer infantil é uma ruptura com a condição de vida normal da criança. Ela se vê, de um dia para o outro, em um hospital, submetida a um tratamento doloroso”, observa. Para Ferman, o ideal é contar o que está acontecendo logo após o diagnóstico e isso deve ser feito por alguém com quem ela tenha uma ligação forte e muita confiança, de modo que a criança sinta que tem o apoio e o amor de que necessita.

As dificuldades sócio-econômicas também podem prejudicar o tratamento, conforme o Ministério da Saúde. Isso ocorre, principalmente, quando o paciente mora longe dos centros oncológicos. Para minimizar esse problema, as instituições fazem parcerias com empresas e voluntários para oferecer alojamento, alimentação e transporte às famílias.

Quando a criança precisa ficar internada por longos períodos, os centros também fazem acordo com as escolas e professores, no intuito de garantir que ela não perca o ano letivo. Segundo a assessoria de imprensa, o Inca está intensificando a humanização do atendimento. Todos trabalham para que a criança volte a ter qualidade de vida e se reintegre à sociedade com o mínimo de traumas possível.

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