Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
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• Aperto fiscal

A administração do prefeito Nilson Costa (PTB) decidiu apertar o cerco contra os contribuintes inadimplentes. Estão a caminho do Fórum cerca de 20 mil ações de execução fiscal, que representam aproximadamente R$ 30 milhões. Em épocas de vacas magras, o jeito é recorrer a todos os mecanismos para tentar engordar os cofres públicos. Só resta esperar para ver o resultado do aperto fiscal.

• Vergonhoso

Quem viu a lista dos devedores disse que ficou ruborizado com grande parte das empresas que constam na relação. Tem gente com muito dinheiro por aí - ou pelo menos ostentando - que não gosta de pagar imposto. É vergonhoso!

• Sem prioridade

A recomposição da Comissão de Justiça, Redação e Legislação da Câmara Municipal não deve vingar mais neste ano. Nos bastidores, especula-se que os membros da Mesa Diretora não estão dispostos a mexer no “vespeiro” da bancada da oposição, que havia prometido resistir até o fim para barrar a perda de vagas. Com isso, a administração municipal corre o risco de bloqueios de projetos de lei de seu interesse.

• Penúltima do ano

Aliás, o Poder Legislativo realiza na segunda-feira sua penúltima sessão deste ano. A partir do próximo dia 16, obrigatoriamente inicia-se o recesso parlamentar. Mas nada impede que o prefeito Nilson Costa (PTB) ou dois terços dos vereadores (14) peçam a realização de uma sessão extraordinária para discussão e votação de assuntos urgentes. É bem provável que a taxa de incêndio e a reformulação do ISS sejam discutidos e votados numa extraordinária.

• Jesus de vice

Um grupo de petistas começa a articular outros nomes de militantes para uma virtual indicação à função de vice-prefeito numa provável dobradinha com o prefeitável Tuga Angerami (PDT). O sindicalista Jesus Garcia e o arquiteto José Xaides são os mais lembrados. Estela Almagro e José Carlos Batata não são lembrados por este grupo.

• Sorte governista

A administração municipal realmente dispõe de sorte em alguns episódios. Nos últimos anos, o prefeito Nilson Costa (PTB) recebeu até congelamento de tarifa dos coletivos através de ação da Promotoria. Agora, a desembargadora Consuelo Yoshida determina a realização de recálculo da parcela da parte do Chase que compõe a dívida federalizada.

• Fôlego novo

A medida soaria apenas como burocrática e jurisdicional não fosse um detalhe: a prefeitura não tem recursos em caixa para pagar todas as dívidas e compromissos firmados neste ano. Como a desembargadora apontou que o cálculo do valor a ser depositado em juízo será feito por um contador, o pagamento só vai acontecer em 2004. Que alívio, hein Raul?!

• Outras contas

Mas isso não alivia em nada a já complicada situação das finanças, porém, tira um peso da cabeça do prefeito. É que o Executivo já não vem pagando as parcelas da federalização desde o início do segundo semestre. São R$ 580 mil cada uma. Além disso, Nilson terá que depositar R$ 2,6 milhões do 13º salário, R$ 2,7 milhões do parcelamento dos precatórios, R$ 726 mil do vale-compra e outros valores ainda neste ano.

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