Política

João Parreira aponta irregularidades em construção de escolas municipais

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

O vererador João Parreira (PSDB) denunciou ontem que três Escolas Municipais de Educação Fundamental (Emefs) estão sendo construídas sem o emprego de especificações técnicas de engenharia. Segundo ele, as unidades em obras estão instaladas no Jardim Flórida, Ferradura Mirim e Parque Santa Cândida.

O parlamentar apresentou documento - encaminhado por uma pessoa cujo nome manteve sob sigilo - no qual o Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea) notificou a empresa M&N Engenharia e Comércio Ltda a apresentar cópias dos projetos contendo cálculos estruturais, de fundação, hidráulicos e elétricos.

O tucano chegou a denunciar, em discurso feito da tribuna na sessão legislativa de ontem, que pilares de sustentação não estavam sendo levantados. Ele pretende pedir a colaboração da Faculdade de Engenharia da Universidade Estadual Paulista (Unesp) para a elaboração de um laudo técnico das obras.

Outro lado

O secretário-adjunto de Obras, engenheiro Jorge Monteiro, confirmou ontem que há uma denúncia sendo apurada pelo Crea junto a empresa M&N Engenharia e Comércio Ltda. Ele, porém, garante que o problema não é de competência da prefeitura porque trata-se de recolhimento que não teria sido feito pela empresa junto ao Crea.

“Visitei as três obras hoje (ontem) à tarde com a engenheira fiscal e não constatei nenhuma falta de pilar. O que há é armação de pilares prontas para o recebimento de concreto”, explica.

Monteiro conta que as obras estão paralisadas porque a empresa alegou dificuldades financeiras. “Nós suspendemos os pagamentos das medições. A situação está sendo avaliada pela Secretaria de Negócios Jurídicos, que vai analisar as condições em que o contrato será rompido”, comenta.

O secretário-adjunto informa que as obras das três Emefs começaram no início do ano. O prazo para a conclusão era de 180 dias, mas já está vencido em mais de quatro meses. Ele acredita que, resolvida a situação jurídica, as obras - avaliadas em R$ 1,6 milhões - serão retomadas no início do ano e devem ser entregues ainda no primeiro semestre.

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