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Campeonato Brasileiro: Dez times 'entre o céu e o inferno'

Da Redação (com Agência Estado)
| Tempo de leitura: 4 min

São Paulo - O Campeonato Brasileiro chega a sua última rodada, no próximo fim de semana, com oito jogos importantes – ou 66,6% das 12 partidas programadas. O título já está garantido, com o Cruzeiro.

Mas ainda há duas vagas para a Taça Libertadores da América, com quatro candidatos na disputa: Internacional, São Caetano, Coritiba e Atlético-MG. Já a luta contra o rebaixamento para a Série B envolve seis equipes: Fortaleza, Fluminense, Paysandu, Grêmio, Ponte Preta e Bahia.

A emoção na ponta de cima da tabela deu-se em razão de tropeços de Internacional (empate por 1 a 1 com o São Paulo) e de São Caetano (derrota por 2 a 1 para o Juventude). Deixaram de garantir a vaga e agora correm risco de deixá-la escapar. Tudo porque se enfrentam, sábado, no ABC e só o ganhador carimba o passaporte. Suas chances são iguais: 62%.

O Coritiba, apesar de figurar na sexta colocação, tem 69% de chances, já que basta vencer o Criciúma, em Curitiba. Ao Atlético-MG, com 7%, resta um milagre. Além de vencer o Goiás, terá de torcer, ainda, por tropeços de São Caetano e Coritiba.

Desespero

Do outro lado da tabela, o desespero assola o Bahia (71% de chances de cair). Em Salvador, o time tem de vencer o Cruzeiro e Fluminense (7%) ou Paysandu (8%) – livram-se com empate – perderem para Juventude e Atlético-PR, respectivamente. Ou, ainda, o Grêmio (38%) tropeçar diante do Corinthians – salva-se com a vitória.

No duelo do Moisés Lucarelli, entre Ponte Preta (56%) e Fortaleza (20%), no domingo, certamente estará um dos rebaixados. O time de Campinas precisa vencer, enquanto o rival atua por empate.

Quem está em pior situação é o Bahia. Além de ser lanterna, com 46 pontos, decide seu futuro contra o todo-poderoso Cruzeiro, campeão antecipado. Tem de ganhar de qualquer jeito. A tarefa é tão difícil que o presidente do clube, Marcelo Guimarães, anunciou que convocará todos os orixás para tentar salvar o time.

“Vou conversar com minha mãe-de-santo, pois chegamos a uma situação crítica”, disse o cartola, como se tivesse encontrado a fórmula da salvação. O time é o favorito a cair para a Série B, da qual escapou em 2000, após manobra dos cartolas.

A Ponte, com 47 pontos, nem parece ser a penúltima colocada. O sentimento geral é de otimismo. Antes da penúltima rodada, o time campineiro era o único que poderia cair antecipadamente, mas o empate com o Flamengo (1 a 1) e os tropeços dos concorrentes fizeram a equipe ressurgir das cinzas. Pega, em Campinas, o Fortaleza (49) - que também está na briga - e com uma simples vitória se livra da Segundona.

Os cearenses, por sua vez, terão estímulo extra para não perder para a Ponte (precisam de um empate). Caso isso ocorra, a diretoria do clube prometeu “bicho” de R$ 210 mil a R$ 300 mil para ser rateado entre os atletas. O Fortaleza só não terá a força de sua torcida, determinante em todo o campeonato.

Caso diferente do Paysandu, 48 pontos. Torcida ele vai ter, afinal joga em casa contra o Atlético-PR. O problema é que os torcedores, que antes apoiavam o técnico Ivo Wortmann, começam a se irritar com a suposta teimosia dele em manter o meia Vélber e o volante Sandro, que estariam prejudicando o time.

Entre os grandes, o Grêmio (47) está confiante, apesar de ter de superar o Corinthians em Porto Alegre para não depender de combinação de resultados. Apesar do otimismo, o técnico Adílson Batista não terá quatro titulares, suspensos: os zagueiros Baloy e Claudiomiro e os volantes Tinga e Leanderson.

O Fluminense (49) precisa apenas de um ponto contra o Juventude, no Maracanã. Difícil não é, mas o fantasma do rebaixamento parece gostar do clube. Em 1996, o time carioca caiu pela primeira vez. Ficou na Série A graças a uma virada de mesa. De nada adiantou. No ano seguinte, desceu de novo. E ainda foi parar Terceira Divisão, em 1998. Conseguiu o acesso para a Segundona e só voltou a disputar a Primeira Divisão após manobra dos cartolas, que instituíram a Copa João Havelange, na qual entrou como convidado, sem obter o acesso em campo. O time continua na Série A sem ter o direito legítimo conquistado dentro de campo.

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