Polícia

Ciclista morre na rodovia Bauru-Marília

Diego Molina
| Tempo de leitura: 2 min

Um acidente na rodovia Bauru-Marília (SP 294), na altura do Parque Roosevelt, anteontem à noite, provocou a morte de um ciclista. Ele foi colhido por um caminhão Volkswagem, com placas de Pompéia. Neste ano, 48 pessoas já morreram em acidentes na “rodovia da morte”, a via que mais mata na região, na comparação do número de mortes por quilômetro de extensão.

De acordo com a Polícia Militar (PM) Rodoviária, por volta das 22h15 de segunda-feira, o caminhão que era conduzido por Carlos Alberto Mendes de Lima, 37 anos, trafegava na rodovia no sentido Marília-Bauru.

Na altura do quilômetro 347, quase em frente ao portão das Centrais Elétricas de São Paulo (Cesp), o caminhão colidiu de frente com uma bicicleta que trafegava no sentido oposto, porém no acostamento da mesma pista. O ciclista José Anunciado da Silva, 42 anos, morreu na hora.

O acidente ocorreu no trecho que é considerado o mais crítico na rodovia, devido à pista simples, falta de visibilidade para ultrapassagens e os veículos que cruzam a pista para entrar ou sair dos bairros próximos.

Em todo este trecho da Bauru-Marília, não há trevos para acessos aos bairros. Neste ano, até ontem, 48 pessoas já morreram em acidentes nos 339 quilômetros da via.

A assessoria de imprensa do Departamento de Estradas e Rodagem (DER) informa que o trecho entre os trevos de acesso ao Núcleo Gasparini e à Vila Dutra, na área urbana de Bauru, será o próximo a ser duplicado. No entanto, as obras serão iniciadas apenas quando o trecho entre Garça e o distrito de Jafa, o único em execução, for concluído.

Nas últimas semanas, a rodovia Bauru-Marília também foi palco de outros acidentes com vítimas fatais. No último dia 30, três pessoas morreram em colisões. Em um dos acidentes deste dia, uma motocicleta se chocou contra um automóvel Gol, e ambos os motoristas perderam a vida no local do acidente, na altura do Núcleo Fortunato Rocha Lima,

Os ciclistas têm sido as principais vítimas do trânsito em Bauru. Neste ano, oito já morreram nas ruas da cidade e nas rodovias. No local do acidente de ontem, a rodovia Bauru-Marília, é freqüente a presença de moradores dos bairros próximos que cruzam a pista e trafegam pelo acostamento, e às vezes pela pista, sem qualquer proteção ou com as bicicletas sem qualquer tipo de sinalização (refletores ou sinalizadores).

No dia 13 de novembro, Ednilson da Silva Santos morreu em conseqüência de um choque com um poste de sustentação de radar, na quadra 2 da rua Francisco Alves, no Jardim Bela Vista. Ele foi o segundo ciclista a morrer nesta via.

Em 3 de dezembro, outro ciclista, Valmir Pereira de Lima, foi atropelado por um microônibus na rua Sargento José dos Santos, na Vila Nova Esperança. Assim como Santos, ele não usa nenhum tipo de proteção, como o capacete, que não é de uso obrigatório, porém aconselhado pela Polícia de Trânsito.

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