Um adolescente de 16 anos que havia fugido da unidade da Fundação para o Bem-Estar do Menor (Febem) de Bauru no último sábado foi recapturado anteontem à noite. De acordo com a Polícia Militar (PM), ele é acusado de arrombar uma padaria no Parque União e foi apreendido com diversos produtos furtados.
Por volta das 23h20, o Centro de Operações da PM (Copom) foi notificado de que uma padaria localizada na quadra 1 da rua Ismael Marinho Falcão estaria sendo furtada. Chegando ao local, o proprietário do estabelecimento, Claudinei da Silva, informou aos policiais que algumas telhas haviam sido retiradas do telhado e o forro de madeira havia sido quebrado. Além disto, a fiação do alarme também foi cortada.
Ao realizar patrulhamento pela região, os policiais encontraram o adolescente de 16 anos, na quadra 23 da rua Alto Juruá, carregando um saco contendo cerca de 250 maços de cigarros de diversas marcas. De acordo com a PM, o menor ainda carregava uma faca.
O adolescente foi apreendido e recolhido ao Núcleo de Atendimento Integrado (NAI), onde aguardaria liberação para ser encaminhado novamente à Febem. Ele fugiu da unidade no último sábado, por volta de 17h, quando os adolescentes jogavam vôlei. Ele se apoderou da rede e com um pedaço de ferro, construiu um artefato que o ajudou a escalar o muro e escapar.
Em três fugas anteriores, 46 menores fugiram da instituição: 16 no dia 1 de outubro, 19 no dia 21 do mesmo mês e 11 no último dia 10 de dezembro. Da última fuga, até ontem apenas três menores haviam sido recapturados.
Disciplina
Além das fugas, os desentendimentos também são constantes na unidade. Ontem, um funcionário foi ferido nas costas após discutir com um menor.
De acordo com o diretor da Febem de Bauru, Paulo Orti, durante a discussão, o adolescente da Unidade de Internação (UI) quebrou uma divisória do banheiro e atirou um pedaço de pedra contra o servidor, que foi encaminhado ao Pronto-Socorro Central (PSC) com um hematoma.
O desentendimento, ocorrido no início da tarde, foi controlado por sete funcionários que trabalham no pátio com os adolescentes e pelo diretor, que acionou a PM por medida de segurança.
“A chamada (da PM) foi um procedimento de segurança. Se o tumulto se generalizasse, os policiais já estariam na porta. Mas a casa não se envolveu”, ressalta Orti.
Ele não detalhou a razão da discussão e informa que o caso foi registrado na Polícia Civil através de um boletim de ocorrência. O servidor ferido foi medicado, liberado, passou por exame de corpo de delito e vai retornar ao trabalho. Já a atitude do interno será avaliada pelo conselho de disciplina da unidade.