Muito se tem para escrever claramente sobre as funções, sem dúvida importantes, desenvolvidas pela instituição que se denomina Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. E se tem um volumoso manancial de assuntos para enfocar porque a poderosa organização associa a sua simpatia estrutural (edificações e instalações) à eficácia do ensino que propicia e ao seu habilíssimo comando, empreendido por personalidades do mais ato escol administrativo e educacional, francamente notados, de norte a sul, em cada uma das inúmeras unidades que mantém no país, sob cuja direção atende a milhões de aprendizes de 14 a 18 anos e a adultos de qualquer idade, levando-os a adquirirem a prática profissional necessária para o cumprimento das funções típicas de determinadas atividades industriais, bem assim conhecimentos teóricos para desempenhá-las com plena eficiência. Em todos os Estados o Senai mantém programação condizente com os espaços dos mercados locais, nela acontecendo cursos especializados a nível de 2.º grau, com quatro anos de duração, além de outros variando de cinco meses a dois anos. Bauru e Lençóis Paulista têm o orgulho de estarem inclusas entre as cidades que possuem escolas do grupo de alto destaque, tendo na sua direção educadores de nomeada à cuja frente figura o professor dr. Reynaldo Teixeira Munhoz, seu dinâmico diretor regional.
Na programação tradicional das principais escolas destacam-se os cursos de aprendizagem industrial, com variação de um a dois anos e horário integral; qualificação profissional, de cinco a 15 meses e horário parcial, geralmente à noite; aperfeiçoamento profissional, de cinco a dez meses e horário parcial; especialização profissional, também de cinco a 15 meses e horário parcial; habilitação profissional de 2.º grau, com duração de quatro anos em período integral; programas de treinamento de duração variável em tempo integral ou parcial. De tão expressivo quadro de ensino profissional se constata, portanto, o quanto o Senai produz para o enaltecimento da indústria nacional através da dedicação de técnicos de ensino e preparação de volumosa mão-de-obra especializada que tão grande impulso joga sobre a economia do país. Faz jus, portanto, à admiração e ao aplauso das comunidades a que atende em particular e, em especial, a todo o concerto nacional, que tem nesse educandário autêntico expoente de civismo, impulsionador dos avanços de seu progresso. É a nossa opinião.
O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado.