• Sinal aberto
Se não ocorrer nenhum imprevisto na condução do processo, a TV Câmara poderá, no transcorrer do ano que vem, começar suas transmissões em sinal aberto. Com isso, as imagens das atividades legislativas não serão mais exclusividade da TV à cabo, embora uma emissora privada de sinal aberto - a TV Preve - já faz as transmissões das sessões legislativas.
• Democratização
Com isso, a TV Câmara chegará com toda a sua programação diária nas residências daqueles que não são assinantes do sistema à cabo, democratizando o acesso à informação produzida no Poder Legislativo. Embora seja um passo que será dado no futuro, a Casa também tem projeto de instalação de uma emissora de rádio, de cunho educativo.
• Regras
Com as eleições municipais do ano que vem, o presidente da Câmara, vereador Renato Purini (PMDB), já pensa no estabelecimento de regras para o uso da tribuna livre da Casa. Geralmente, em ano eleitoral alguns vereadores abusam do parlatório para fazer campanha de seus candidatos a prefeito. Purini e os demais integrantes da Mesa Diretora - Rodrigo Agostinho e Pastor Luiz - já estudam a melhor forma de impedir que exageros tomem conta da tribuna.
• Chuteiras penduradas
Em entrevista concedida a Rádio Cidade, o prefeito Nilson Costa (PTB) deu claros sinais de que vai mesmo pendurar as chuteiras, pelo menos na política. Até recentemente, ele ainda alimentava esperança de consultar o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de São Paulo para legalizar uma virtual reeleição ao cargo.
• Apenas uma
É que Nilson defende a tese de que só foi eleito uma única vez ao cargo máximo da cidade. O fato de ter assumido a prefeitura após a cassação de Izzo Filho não faz parte de seus cálculos matemáticos e políticos. Mesmo que quisesse, não há mais clima para o prefeito tentar mais uma reeleição. O desgaste de sua administração é evidente. Resta saber quem o seu grupo político vai apoiar.
• Reforma política
Parece que vai mesmo vingar no ano que vem a reforma política no Congresso Nacional. A expectativa fica para a criação dos distritos eleitorais. Se ocorrer, vai acabar a farra dos tradicionais páraquedistas que invadem as cidades atrás de votos alheios. A grande maioria só aparece em época de eleição. Uma vez eleito, some.
• Mais democrático
O voto distrital vai estabelecer limites territoriais para que os candidatos busquem seus votos. Com isso, vão ser eleitos pessoam que residem naquele território, que conhecem a fundo seus problemas e que serão cobrados na atuação na Assembléia Legislativa e na Câmara dos Deputados. Resta saber se os interesses da classe política vão de encontro a esse desejo da maioria do eleitorado.
• Menos partidos
Ainda no projeto da reforma política, consta o estabelecimento de novas regras - uma das quais a cláusula de barreira - que vão dificultar a sobrevivência dos partidos pequenos. Algumas legendas já estudam se fundir para escapar da nova legislação.