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DAE terá verba para estação elevatória

Ronaldo Schiavone
| Tempo de leitura: 3 min

O Fundo Estadual de Recursos Hídricos (Fehidro) irá liberar R$ 93 mil para que o Departamento de Água e Esgoto (DAE) possa construir uma estação elevatória de esgoto na região do Jardim Vitória, em Bauru, evitando que o material continue sendo despejado no rio Batalha. Segundo a assessoria de imprensa da autarquia, a assinatura do convênio deve ser feita até a próxima semana e prevê uma contrapartida de R$ 82 mil do município.

O projeto da estação foi apresentado ao Fehidro e aprovado há mais de dois anos, mas apenas agora o órgão estadual deu o sinal verde para a liberação dos recursos. A expectativa do DAE é abrir o processo licitatório no início de 2004 e iniciar as obras ainda no primeiro semestre.

A assessora de imprensa do DAE, Sandra Faria, explica que a estação elevatória faz parte do cronograma de implantação da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE). “O projeto global de tratamento prevê que nenhum córrego ou rio receberá esgoto. Primeiro, temos que desviar todo o material para o rio Bauru e, depois, construir ali os interceptores que levarão até a ETE”, diz.

Ela conta que a estação do Jardim Vitória irá despoluir o rio Batalha. “Abaixo do ponto de captação, o rio recebe de 9% a 10% do esgoto de Bauru. Essa obra irá evitar que isso continue ocorrendo”, declara.

A assessora acredita que a prefeitura não terá dificuldades para garantir a contrapartida prevista no contrato, apesar das dificuldades financeiras que o município atravessa. “Ela será dada com equipamentos e mão-de-obra”, justifica.

O DAE fará um estudo para definir em qual terreno a estação será construída. A expectativa é de que passem por ela os dejetos produzidos nos bairros Jardim Vitória, Ouro Verde e Residencial Granja Cecília.

Boa notícia

Para o biólogo Ivan Alexandre Ferrazoli de Marche, o anúncio da construção da estação elevatória vem em boa hora. “Há outros municípios que ficam mais abaixo do rio, como Avaí e Reginópolis, onde a população utiliza a água para lazer, e a previsão é de que menos esgoto será despejado”, avalia.

Ele lembra, porém, que há outras obras necessárias. “É preciso terminar a implantação da rede de interceptores, além da própria ETE”, diz.

O DAE iniciou na semana passada a construção de três quilômetros de interceptores de esgoto na margem esquerda do córrego Água Comprida, na região do Parque das Camélias. Os trabalhos devem durar seis meses, com custo de R$ 200 mil.

No total, o município tem 21 quilômetros de interceptores implantados nos córregos Barreirinho, Guadalajara, Água do Castelo, Água da Forquilha e Vargem Limpa, mas a previsão é de que seja necessária a construção de outros 53 quilômetros.

O grande problema do Poder Executivo, no entanto, é conseguir cerca de R$ 60 milhões para implantar a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE). O Ministério Público (MP) do Estado de São Paulo deu prazo até o dia 5 de junho de 2004 para que o esgoto de Bauru comece a ser tratado, sob pena do município ter que pagar multa diária de 1.000 Ufesps, o equivalente a R$ 11,4 mil.

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