Regional

Laticínio artesanal de Itaju prepara estratégia para chegar até Bauru

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

O casal Antonio de Campos Penteado Neto e Eliana Cristina Macedo de Matos Penteado está no mercado de laticínios há pouco mais de um ano, quando eles montaram uma pequena empresa para fazer aquilo que sempre fizeram, mas de forma amadora: queijos. A legalidade deu novo impulso à produção que pretende, no próximo ano, entrar nas grandes redes de supermercados e mostrar que os queijos sem conservantes são uma boa opção para aqueles que primam pela qualidade.

O laticínio Santo Antônio fica na cidade de Itaju. Em maio de 2002, quando foi fundado, fabricava 40 quilos de queijos frescos que eram distribuídos para Bariri e Ibitinga. A boa aceitação do produto no mercado incentivou os empresários a investir em uma nova linha de produtos.

O proprietário, que até hoje controla a ordenha de leite e supervisiona as áreas administrativa e de vendas, Antonio Penteado Neto, explica que o queijo fresco foi o carro-chefe. “Depois dele vieram os tipos frescal, meia cura, ricota, mozarela, palito e nózinho. Por último, iniciamos a fabricação de iogurte.”

O diferencial do produto, explica o empresário, é a qualidade. “Nós cuidamos da vaca. Ordenhamos o leite e fazemos os queijos e o iogurte. Não usamos conservantes, por isso, somos considerados artesanais.”

Há pouco tempo no mercado, Neto está otimista com o mercado. “Acredito que a indústria alimentícia está em expansão. Não tenho encontrado dificuldades para colocar os produtos que fabrico no mercado.”

Ele aposta na geração saúde. “Nosso produto é feito com leite puro, sem qualquer corante ou conservante. É um produto bastante requisitado pela comunidade naturalista. O controle de qualidade da matéria-prima é feito por mim.”

Para 2004 ele espera colocar mais um produto no mercado de laticínios. “A bebida láctea, semelhante ao iogurte mas que agrega o soro. Em seguida, pretendo fixar a marca, usando a propaganda.”

Mais espaço

Os produtos fabricados pelo laticínio já podem ser adquiridos pelo consumidor nas cidades de Bariri, Jaú, Ibitinga, Itápolis e cidades vizinhas. “Quero atingir o mercado de Bauru, fornecer para grandes redes de supermercados.”

O Estado de São Paulo, a princípio é a meta do empresário. “Tenho o serviço de inspeção estadual. Para distribuir para o Brasil, teria de ter serviço de inspeção federal. Essa será uma nova etapa.”

Penteado Neto acredita que as boas práticas de fabricação, o armazenamento correto e a venda escalonada que garantem um produto fresco e novo são diferenciais que o farão atingir seus objetivos no novo ano que se aproxima. “Eu comecei com uma produção de 40 quilos de queijo/dia. Passados quase dois anos, a produção aumentou cerca de 50%.”

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