Economia & Negócios

Réveillon ganha cores e opções baratas

Gabriel Garcia
| Tempo de leitura: 2 min

Hoje é dia do último fôlego do comércio em 2003, que aposta na flexibilidade de certas tradições. Os “itens básicos” para o Réveillon, como champanhe e a tradicional combinação ligerie e roupa branca, estão perdendo espaço para alternativas mais baratas e funcionais.

“Às vezes não compensa comprar uma roupa branca que será usada apenas uma vez no ano. E como a moda está muito ‘despreconceituosa’, as pessoas estão optando pelo colorido”, afirma a empresária Valéria Rothberg, proprietária de uma confecção em Bauru. E assim como na escolha da cor da lingerie para a virada, ela observa que o consumidor está também escolhendo a cor da roupa pelo seu significado. “É algo que virou moda”.

A compra da lingerie para o Réveillon - especialmente a calcinha - indica uma nova tendência. Embora as tradicionais branca e rosa continuem liderando a preferência, a empresária Marinez Manflin, proprietária de uma fábrica do ramo, conta que as coloridas (cada uma com seu significado), as com referências ao signo e as “divertidas”, com dizeres de Feilz Ano Novo, por exemplo, ocupam uma fatia cada vez maior na produção e nas vendas.

Segundo Marinez, a fábrica está com a produção 50% maior neste final de ano - deste total, metade voltada para o Réveillon. “A compra de lingerie é de última hora mesmo”, afirma. Segundo ela, embora os preços de calcinhas variem de R$ 7,90 a R$ 90,00, a média de vendas está na faixa dos R$ 10,00 por item. “A tradição é ganhar a calcinha, mas se não ganhar, o jeito é correr e comprar antes da meia-noite”, brinca a empresária.

De acordo com Valéria, esta época do ano, em que a maioria das pessoas está de férias - e muitas pretendem viajar - contribui para manter o movimento de vendas de roupa em ritmo semelhante ao das vésperas de Natal. “O movimento continua bem intenso, superior à média do ano”, diz.

Absinto

Em uma loja que vende produtos importados em Bauru, a venda de bebidas é o principal filão da virada de ano. “O consumo de bebidas aumenta muito. O carro-chefe é o champanhe e, em seguida, o uísque”, declara o empresário César Prando, sócio do estabelecimento. Segundo ele, é possível encontrar champanhe de R$ 2,90 a R$ 1.000,00, mas a escolha do cliente gira em torno de R$ 30,00 por garrafa.

“A gente também faz negociação de bebidas para quem vai fazer uma festa grande: a pessoa quer seis litros de uísque, uma caixa de champanhe, cervejas e pede um preço diferenciado”, conta Prando. Segundo ele, porém, o consumidor está mudando alguns hábitos: entre as bebidas mais procuradas estão também os energéticos, a vodka preta e o absinto. Este último varia de R$ 40,00 (nacional) a R$ 89,00 (português).

Outro item que está surpreendendo neste final de ano é o prosecco italiano, bebida muito semelhante a um espumante francês, porém, com custo bem menor: R$ 29,00. “São alternativas que o próprio consumidor percebe”, diz Prando.

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