O atual governo instituiu uma forma prática de acabar, ou ao menos amenizar a fome dos brasileiros menos favorecidos. O sistema consiste numa ampla distribuição de alimentos, começando por cidades situadas nos mais distantes sertões, no interior dos estados brasileiros. A credibilidade do evento esbarra em algumas dificuldades, pois bem conhecemos o tamanho de nosso Brasil. Alguns estados brasileiros poderiam abrigar com sobra, em seu território, mais de um país europeu, como a França ou a Bélgica. Esta amplitude territorial poderia ser considerada um óbice ao sucesso do programa.
Outro fator que pode atrapalhar é a falta de esclarecimento, por parte do governo, dos principais tópicos e estratégias de procedimento para sua realização. A população ativa, bem como os aposentados, somados aos estudantes, poderiam, em conjunto, produzir um trabalho profícuo e harmonioso, fadado a ajudar o programa. Enquanto isso não ocorre, o que se vê atualmente no Brasil, são campanhas isoladas de arrecadação de alimentos, propagadas pela mídia e com o patrocínio de entidades e empresas. Tudo isso é muito pouco para que se perceba um efeito benéfico a curto prazo. Esperamos mais, muito mais do governo, pois a situação do Brasil é grave , no que diz respeito à pobreza. Segundo estatísticas recentes, são perto de 50 milhões, os brasileiros que vivem praticamente na miséria. Os números são assustadores. Vamos esperar que providências concretas sejam efetivamente tomadas pelo governo, ao invés de propagar na mídia índices espalhafatosos que não correspondem à realidade. Ressalte-se ainda que esta propaganda política para “mostrar “ o Fome Zero sustenta muitas agências de publicidade em valores vultosos que poderiam muito bem serem transformados em milhares de cestas básicas. Acho mesmo que só nos resta rezar para que ocorra novamente o milagre da repartição dos pães feito por Jesus Cristo, como nos contam as Sagradas Escrituras. Muda, mas de verdade, Brasil!!! (Fernando Lucilha Júnior - RG 5023414)