Polícia

Deinter quer informatizar delegacias

Ronaldo Schiavone
| Tempo de leitura: 2 min

Todas as delegacias do Estado de São Paulo terão, até o final do ano, acesso informatizado à rede de informações administrada pelo Centro de Inteligência Policial (Cinpol). A informação é do diretor do Departamento de Polícia Judiciária do Interior-4 (Deinter-4), Anivaldo Registro. A medida tem como objetivo agilizar a busca por dados e estatísticas referentes às ocorrências policiais.

Segundo Registro, as 11 Delegacias Seccionais da região já estão integradas ao sistema. “O Estado está destinando computadores para que todas as unidades policias possam estar interligadas até o final do ano, o que vai facilitar a própria investigação e informação de dados”, declara.

O diretor do Deinter-4 explica como funciona o Cinpol. “Ele absorve todas as informações relativas às ocorrências e elas são transformadas em números, que são irradiados não só para a região, como também para todo o Estado”, revela.

Ele afirma que é possível saber, por exemplo, qual é o tipo de crime mais comum em determinada região. “Por esse mapeamento, a Polícia Civil e a Polícia Militar (PM) direcionam o policiamento. Se a Seccional de Bauru identificou, por exemplo, que em determinada área da cidade tem ocorrido muitos furtos de veículos, isso faz com que haja um esforço coordenado para evitar este tipo de ocorrência”, diz.

Na região do Deinter-4, cada Seccional administra os dados que são repassados ao Cinpol e é responsável por totalizar e catalogar as informações das cidades que fazem parte de suas respectivas áreas de atuação.

Aniversário

O Deinter-4 está comemorando quatro anos de fundação e é uma das sete unidades do órgão no Estado. “Ele foi criado a partir do Departamento de Inteligência da Polícia Civil (Dipol)”, relembra Registro.

Ele conta que o órgão tem procurado implantar melhorias nestes últimos anos. “Criamos o site do Deinter-4, disponibilizando diversas informações aos usuários. Temos também uma coordenadoria de ensino que oferece curso básico de inglês e cursos telepresenciais, que são uma forma de economizar, já que para enviar o policial a São Paulo é preciso pagar diárias e viagens”, diz.

Segundo o diretor do Deinter-4, o órgão recebeu, desde a sua criação, 123 viaturas, 227 coletes à prova de bala, 2,7 mil armas e 200 granadas, entre outros itens.

Registro também está otimista com relação a um possível reforço de pessoal. “Temos em andamento o concurso para delegado e devem ser abertos os processos seletivos para investigador, escrivão, carcereiro e agente policial”, revela.

Ele acredita que isso seja suficiente para suprir as atuais carências do Deinter-4. “De 2000 a outubro de 2003, tivemos 22 delegados aposentados na região, 40 investigadores, 21 escrivães e 35 carcereiros”, enumera.

Comentários

Comentários