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Editorial

Da Redação
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá lançar no dia 16, em Piracicaba, o Pólo de Biocombustíveis Brasil - Programa Pesquisa & Desenvolvimento & Demonstração. O pólo, como o nome diz, pretende centralizar todas as ações, desde os projetos até os resultados práticos, para o desenvolvimento e a utilização de biocombustíveis - etanol e biodiesel - no Brasil.

De acordo com o texto final do projeto do Pólo de Biocombustíveis Brasil, o programa terá a coordenação da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq-USP), a participação dos ministérios da Agricultura, Ciência e Tecnologia e Minas e Energia e de quatro universidades - USP, Unesp, Unicamp e Ufscar.

Também contará com o auxílio de secretarias estaduais, a prefeitura local, entidades de pesquisas e entidades como a Associação Brasileira da Infra-Estrutura e Indústrias de Base (Abdib), a Associação Nacional de Defesa Vegetal (Andef) e a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (Anda).

Idealizado pela Prefeitura de Piracicaba, pela forte indústria de base local, pela Esalq e por entidades de pesquisas o projeto foi apresentado em junho a Roberto Rodrigues e um anteprojeto lhe foi entregue em outubro de 2003.

O projeto prevê, no documento de sua apresentação, manter e ampliar a capacidade competitiva do Brasil na produção da energia renovável através dos esforços públicos e privados no desenvolvimento de pesquisas, demonstração e disseminação dos resultados obtidos na cana-de-açúcar e seus produtos e subprodutos assim como outros produtos de origem agrícola, para os próximos dez anos.

As duas metas principais do pólo, com sede na Esalq são a preparação de um programa de ação com projetos voltados aos interesses do setor produtivo, com cronogramas físico-financeiros e humanos necessários para uma década; e a efetivação da associação público-privada através de empresas setoriais e de universidades, com fonte de recursos e sistema de seleção de projetos em programa plurianual, com os recursos humanos alocados aos projetos pelas entidades associadas ao programa.

Para embasar a criação do Pólo, o projeto enaltece a competitividade do álcool combustível nacional em um cenário mundial de escassez futura do petróleo.

Informa ainda que o Brasil tem capacidade de produção do combustível a partir de cana-de-açúcar única no mundo. Soma-se, também, o diferencial representado pela infra-estrutura do transporte (vários modais) e os 26 mil postos de abastecimento com bombas de “gasohol” (gasolina + álcool anidro) e de álcool hidratado.

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