Os representantes dos governos municipal e estadual acreditam que a tendência de compartilhar a responsabilidade social com o povo é perfeitamente normal. “A população cresceu muito nos últimos anos e fica difícil para o governo dar conta de tudo isso”, explica Darlene Martin Tendolo, secretária municipal do Bem-Estar Social.
De acordo com ela, a questão da assistência social é muito mais profunda e exige um debate de todos os cidadãos para ser resolvida. “O poder de compra das pessoas caiu muito nos últimos anos e tem muita família vivendo na miséria”, diz.
Segundo Darlene, o governo municipal duplicou a verba para a assistência social neste ano. O Fundo Municipal de Assistência Social vai receber R$ 2.937.000,00 em 2004. Esse valor deverá ser dividido entre assistência ao idoso, aos portadores de deficiência, às crianças e adolescentes e para ajuda comunitária.
A diretora técnica substituta da Divisão Regional da Secretaria de Estado de Assistência e Desenvolvimento Social, Rosa Maria Mutro Gonsales, diz que as verbas estaduais para o setor não foram reduzidas, mas se mantiveram no mesmo patamar de 2003, R$ 1.130.520,00 para a região de Bauru, que corresponde a 41 municípios. No entanto, levando-se em consideração que o poder de compra diminuiu do ano passado para cá, houve uma redução no repasse de verbas.
Além desse total, que é destinado aos abrigos para crianças, adolescentes, idosos e portadores de deficiência, o governo do Estado deverá repassar ainda R$ 1.227.600,00 para o Programa Renda Cidadã, que atende a 1.705 famílias na região de Bauru.
“Antigamente, o governo dava tudo. Hoje, depende de parcerias para conseguir atender toda a população, que cresceu muito nos últimos anos”, afirma Rosa.
Ela acredita que a sociedade precisa participar mais da administração do Estado e não esperar tudo das esferas governamentais.