Os trabalhadores do setor elétrico do Estado de São Paulo conquistaram uma convenção coletiva de segurança e saúde que antecipa as discussões do Fórum Nacional do Trabalho. O acordo prevê, entre outros pontos, a capacitação dos profissionais em todos os setores de energia.
As novas regras vêm disciplinar os procedimentos de trabalho no setor energético, principalmente na distribuição de energia elétrica. Mas a geração e a produção também estão envolvidas no processo.
A convenção, fechada entre as bancadas empresarial, sindical e governamental está baseada em três pontos: terceirização, normatização e capacitação.
Segundo Jesus Francisco Garcia, do Sindicato dos Eletricitários (Sinergia-CUT), a principal preocupação é no setor de distribuição, onde muitos trabalhos estão sendo terceirizado e empresas e empregados não estão tomando os devidos cuidados na execução de reparos e manutenções de redes.
“Cresceu muito o número de acidentes. A média é de oito mortes por ano de trabalhadores em São Paulo. A precarização do trabalho compromete também a comunidade, pois quedas de cabo e transformadores são as principais causas de acidentes e até mortesâ€, aponta o sindicalista. “Está faltando qualidade na manutenção preventivaâ€, completa.
Para reverter a situação, inicialmente será dado um curso de capacitação de 40 horas dividido em duas etapas, a todos os profissionais do setor. A primeira fase será de formação básica e na segunda parte o foco é a segurança.