• Solução caseira
Especulação de bastidor é o que não falta em época de eleição. Ontem, surgiu um burburinho de que o PPS e o PTB estão dispostos a selar uma dobradinha para outubro. A solução seria caseira, já que os dois partidos vão mesmo se alinhar para a eleição municipal. Na cabeça de chapa, Eliane Fetter Telles Nunes. Para vice, Nilson Costa. Os nilsistas até que estão animados com a idéia.
• Ainda na UTI
O ex-presidente da Câmara Municipal de Bauru, Walter Costa (PPS), continua internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Beneficência Portuguesa. O boletim médico informa que o estado de saúde de Walter é estável, sem mais detalhes. O ex-vereador está internado desde segunda-feira.
• Ainda não voltou
Não se sabe o motivo, mas o gabinete do reempossado vereador Osvaldo Paquito (PPS) permaneceu fechado durante o dia de ontem - o primeiro depois de seu retorno à Câmara -, sem qualquer movimentação. A ex-ocupante do local, Catarina Carvalho (PFL), fez a mudança anteontem. Portanto, o gabinete já estava pronto - e pintado - para receber Paquito.
• Sobra no caixa
A situação orçamentária do DAE se mostra farta neste final de governo. Uma matéria na página 3 revela que o orçamento saltou de R$ 23 milhões em 2001 para R$ 33 milhões em 2003. Em 2004, o DAE quer arrecadar R$ 42 milhões. Nada mal para uma autarquia que nos últimos anos havia perdido o glamour que sempre teve.
• Estrutura de suporte
Uma questão que merece atenção na autarquia é a necessidade de investimento em setores de suporte. A situação atual de atendimento é aquém da demanda e isso gera menos fôlego para suprir as necessidades do grande público cliente do DAE e o natural crescimento da cidade.
• Triste rédea curta
Está virando hábito em alguns órgãos públicos a edição de circulares e portarias que impedem diretores, chefes e coordenadores de falar com a imprensa, tanto na esfera municipal quanto na estadual. É um método nada democrático e pouco transparente de lidar com a informação pública.
• Só com ordem
O DAE é o mais novo departamento onde os diretores só podem falar com a imprensa depois que a presidência for comunicada sobre o assunto. Do jeito que vai, o consumidor terá que enviar um ofício para pedir informação sobre vazamento ou qualquer outro serviço. Na Febem e na DIR-10, o governo do Estado usa método parecido na relação com a opinião pública.
• Exemplo de cima
O prefeito Nilson Costa poderia, na condição de jornalista bem sucedido por muitos anos na história local, aconselhar a direção do DAE sobre esse assunto. Não há justificativa para que o servidor trabalhe com uma espécie de cabresto ultrapassado. É preciso estimular a confiança nas figuras públicas, sem censura prévia escrita em circulares. O próprio Nilson não usa este método. Disso não se pode reclamar dele, que sempre atende a imprensa quando sua secretária é acionada.