Bairros

Universidades também apóiam ampliação do atendimento

Thaís da Silveira
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Quem trabalha com programas de terceira idade na iniciativa privada também detecta a necessidade de incentivo do poder público no que refere-se ao idoso.

“Eu acho que ela (a prefeitura) aplica pouco na questão da terceira idade. Valoriza-se muito a criança, a família, mas a terceira idade ainda é pouco”, diz Andréa Ferreguti, assistente social e coordenadora do Centro de Interação Social (Cite), da Instituição Toledo de Ensino (ITE).

“Temos muitos idosos carentes que não estão inseridos em programas de terceira idade. Muitas vezes, até por falta de cultura das próprias pessoas, que relutam em participar e ficam cuidando de filhos e netos”, avalia a assistente social.

Na opinião dela, Bauru precisa de mais grupos no Programa Ponto de Encontro, da Secretaria Municipal do Bem-Estar Social (Sebes). “A demanda da terceira idade é muito grande. Ela tem crescido a cada dia. Bauru ainda é carente no que diz respeito ao idoso”, argumenta.

O Cite, por exemplo, atende 50 pessoas e está em sua capacidade máxima, com lista de espera. “Não dá para atender mais porque eu não recebo subvenção do Estado e trabalho com doação da sociedade civil. Não temos incentivo do Estado para ampliar os trabalhos e atender mais pessoas”, justifica Andréa.

Gislaine Audi Fantini, coordenadora da Universidade Aberta à Terceira Idade, da Universidade do Sagrado Coração (USC), concorda.

“É óbvio que tem muita coisa a ser feita. Se a gente der uma olhada para os bairros carentes de Bauru, é muito complicado. A gente pensa que mais coisas devem ser feitas. Eu vejo que estamos engatinhando ainda. Tem muito chão pela frente”, avalia.

Ela afirma que é reduzida a quantidade de idosos que participam de programas para a terceira idade em Bauru. “A realidade do idoso é muito difícil. Existe muito preconceito”, expõe.

Gislaine afirma que é importante para o idoso o estímulo da família, que deve orientá-lo a preencher o tempo livre com atividades. “Os idosos que participam falam que só então começaram a viver”, revela.

“A pessoa tem que procurar continuar a vida dela. O próprio idoso tem que acabar com o preconceito que existe de que velho é chato. São anos em que ele vai conviver com netos, filhos, noras. No mínimo, tem que ser uma convivência agradável”, acrescenta Gislaine.

Para ela, um ponto positivo para Bauru é o Conselho Municipal da Pessoa Idosa, “que está se fortalecendo”.

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