Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
| Tempo de leitura: 3 min

• Grupo dos 10

A coluna apurou que um grupo de pelo menos dez vereadores se reuniu no último sábado para traçar estratégias de atuação comum na Câmara Municipal de Bauru, que volta hoje do recesso, com a primeira sessão ordinária do ano. O grupo é composto por parlamentares que apóiam o governo do prefeito Nilson Costa (PTB).

• Gente do Palácio

O chefe de Gabinete do Palácio das Cerejeiras, Antonio Marsola, e o assessor do mesmo gabinete, Luis Freitas, teriam participado da reunião. Na pauta, a tirada de posicionamentos conjuntos em relação aos principais temas do ano no Legislativo, como as votações que interessam diretamente à administração e, principalmente, a formação de um bloco mais sólido de sustentação do Executivo, o que não ocorreu nos últimos anos.

• Olho nas comissões

Outro assunto importante do encontro foi a tática do grupo em relação às comissões temáticas da Câmara, hoje com muitos oposicionistas no “comando”, segundo avalia um nilsista que revelou parte destas informações. A idéia é “tomar de assalto” a maior fatia possível das comissões, notadamente as de Justiça, Economia e Finanças, entre outras.

• Debate aberto

Portanto, como se vê, o ano deve começar disputadíssimo na Casa de Leis, ainda mais em se tratando de período eleitoral, quando cada um dos 21 integrantes vai dar o máximo de si para tentar manter a confiança de seu eleitorado e ampliá-lo, se possível. Fala-se em uma grande renovação nesta eleição, algo como 70%.

• Salários, hoje

A Prefeitura de Bauru promete liberar ainda hoje os salários dos servidores, que já deveriam ter entrado na conta de cada um no final de semana. Um bloqueio de recursos do ICMS determinado pela Justiça fez o pagamento atrasar, segundo a Secretaria de Finanças. Fica faltando apenas o secretário Raul Duarte Neto dizer qual foi a receita de janeiro.

• Corte e religação

O DAE de Bauru deverá enfrentar questionamentos se decidir levar adiante a idéia de terceirizar (a presidente Nilcéia Paes Lourenço não classifica assim) o corte e as religações de água. Pode ser perfeitamente justificável a contratação, por três meses, de uma empresa, mas assusta saber que a própria autarquia - que está aí há tanto tempo - não tenha se planejado para não ficar defasada neste sentido. Leia na página 3.

• Muito a evoluir

É fácil mandar contratar para suprir carências quando não se trabalha com o próprio orçamento pessoal, mas sim o público. O Brasil tem muito ainda o que evoluir neste aspecto na administração pública. O que se gasta é uma enormidade. Haja vista o pacotão de três mil novos cargos de confiança que o governo Lula vai contratar, ao custo de algumas dezenas de milhões de reais.

• Troca de nomes

A descontinuidade na esfera pública, principalmente em cargos técnicos, é um sério problema, aliás, bem abordado na tribuna do leitor de ontem pelo advogado Ivan Goffi. Ele se lembra de alguns países desenvolvidos onde a troca de nomes se dá apenas em cargos eletivos e onde o total de cargos técnicos se mantém inalterado há anos.

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