Regional

Vice assume e quer 'imprimir marca'

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Piratininga - O vice-prefeito Paulo Coimbra (PPS) assumiu ontem de manhã a cadeira de chefe do Executivo de Piratininga (13 quilômetros a Sudoeste de Bauru) com o pensamento de “imprimir sua marca” na administração da cidade.

Ele assume a prefeitura um dia depois do prefeito Odail Falqueiro (PTB) ter sido afastado temporariamente pela Câmara Municipal.

Coimbra disse que não pretende fazer nenhuma “revolução”. Ele quer apenas reorganizar o município e dar seqüência ao que o prefeito afastado vinha fazendo.

Parte do primeiro escalão deverá permanecer em suas funções. Ontem, o coordenador de finanças, Antônio Venâncio Rodrigues, e o de Saúde, Lúcio Daher, colocaram seus cargos à disposição do novo prefeito, mas não foram aceitos. Eles continuam.

Quanto aos demais, Coimbra adiantou que vai preservar aqueles com os quais ele tem “afinidades”. A lista deverá ser definida até amanhã.

A única mudança que havia sido anunciada até ontem era a nomeação do chefe de gabinete. A vaga ficou com o ex-vice-prefeito Élio Pires Rosa, que até então trabalhava como diretor do Centro Cultural.

O cargo de chefe de gabinete estava vago desde a exoneração, no ano passado, de André Falqueiro, filho do prefeito.

Outra atitude tomada ontem pelo novo prefeito foi convocar uma reunião com todos os vereadores da cidade para propor uma parceria. Na prática, Coimbra não quer ser criticado pelas costas. “Prefiro a crítica (dos vereadores) de forma direta e não por terceiros”, justificou.

“Não temos motivos para festa. O momento é de cautela e eu quero governar em parceria com os vereadores”, disse.

Quanto à Comissão Processante (CP), o prefeito declarou que não irá se envolver. Segundo Coimbra, o relacionamento entre ele e Falqueiro é “cordial”, embora não tenha recebido nenhuma atribuição enquanto vice-prefeito e nem tenha indicado um único cargo de confiança.

Na opinião dele, governar sem saber ao certo quanto tempo terá para implementar seus projetos não chega a ser um problema. A única dificuldade, segundo ele, será com os planejamentos a longo prazo.

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