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Estudantes reclamam do mercado de trabalho local para graduados

Diego Molina
| Tempo de leitura: 2 min

Apesar da grande oferta de cursos, da alta procura e da qualidade das instituições de ensino superior na cidade, diversos estudantes enxergam um futuro sem muitas perspectivas de bons empregos em Bauru após a formatura.

É o caso de Marcela Fernandes Lima, recém-formada em educação física. Ela comenta que pretende continuar morando em Bauru com sua família, mas que tem encontrado dificuldades em conseguir um bom emprego com estabilidade. “Na minha área, temos uma competição muito grande com os estagiários. Para dar aulas em academias, por exemplo, o salário que oferecem é praticamente o mesmo, mas ainda teriam de nos registrar”, observa.

Ela comenta que seus colegas de cidades próximas apostaram em permanecer em Bauru apenas por alguns meses. “Muitos ainda não conseguiram nada, e o que encontram, não dá o retorno financeiro necessário para a pessoa se manter aqui”, diz.

O estudante de jornalismo Marcelo Pascotto é um dos milhares de universitários que escolheu a cidade para concluir sua formação. Morando em São Manoel e viajando todos os dias, ele comenta já se preocupa com seu futuro profissional. “Será complicado porque Bauru não comporta todos os estudantes de jornalismo que se formam, mesmo com as cidades vizinhas”, ressalta.

André Corazza também veio de São Manoel, para cursar biologia. “A minha idéia é ficar por aqui, porque terei mais oportunidades de trabalho do que na minha cidade”, acredita.

Na opinião da estudante de fisioterapia Nathália Regina Sabatini, existe dificuldade em encontrar emprego em todo o Estado. “Há outros locais, outras regiões que ainda precisam de mais profissionais, como o Nordeste”, aponta.

A diretora acadêmica da Faculdade Fênix, Vera Casério, concorda que muitos universitários formados não conseguirão encontrar empregos em sua área. “As instituições de Bauru têm altíssima qualidade, mas existe um número grande de profissionais sem campo de trabalho. É importante o profissional saber que ele terá de se arriscar e buscar uma chance em outras cidades”, alerta.

Para o coordenador educacional da Instituição Toledo de Ensino (ITE), Pedro Walter de Pretto, os universitários formados em Bauru têm condições de competir com profissionais de qualquer outra instituição.

“O MEC (Ministério da Educação) não leva em consideração a demanda de profissionais no local quando aprova um curso. E o aluno formado em Bauru vai ter que buscar seu lugar. Sua formação permite que ele entre em competição no mercado de trabalho”, garante.

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