• Inconseqüência
Incrível como se trata a coisa pública com desdém em Bauru. A rejeição ontem do projeto de lei que autorizava a prefeitura a ser avalista da Emdurb na renegociação da dívida com o FGTS foi o exemplo mais cabal de que estão fazendo da cidade uma mera moldura na queda-de-braço que se instalou há tempos entre grupos políticos e pessoas que se odeiam.
• Cidade perde
Não é pela rejeição do projeto que dizemos isso, pois não são todos os processos que devem ser aprovados, mas sim pela total ausência de sensibilidade e espírito público durante a discussão do problema por parte de quem foi eleito para dar soluções aos dilemas da municipalidade, que não são poucos. Por que não se buscou, em nenhum momento, um diálogo pelo qual se encontrasse uma forma de superar esse impasse sem prejuízos a servidores e ao patrimônio público?
• Fim decretado
A impressão que se tem ao se assistir à gritaria na tribuna e no plenário do Legislativo, com o uso de argumentos eloqüentes, mas subjetivos e enviesados, é que já se decretou o fim da atual gestão e que apenas se contam as horas para as eleições de outubro. Essa ópera bufa tem ainda atores que agem fora do cenário principal e participam nas coxias rezando na cartilha do quanto pior melhor.
• Quem pode mais
Tanto da parte do prefeito Nilson Costa (PTB), que não move mais do que uma palha por temas relevantes e abusa do direito de errar política e administrativamente, quanto por parte de oposicionistas enfurecidos, o que se vê não é um exercício democrático em direção à construção de uma cidade melhor e mais altiva, mas sim uma disputa para ver quem pode mais, num triste espetáculo pago com dinheiro do povo.
• Nada mudou
No final das contas, o tempo foi consumido, o dinheiro foi gasto e tudo continua como antes, ou seja, irregular, já que a quantia devida pela Emdurb é do trabalhador e deveria estar na conta do FGTS. Cabe agora ao governo municipal ou, quem sabe, aos vereadores que lutaram com unhas e dentes contra a aprovação encontrar ou propor uma saída, urgentemente.
• Audiência externa
A Comissão de Orçamento marcou para o dia 11 de março, no auditório da ITE, a primeira audiência pública para análise das contas municipais. Tomara que a comissão da Câmara aproveite para cobrar informações da Secretaria de Finanças não reveladas durante o ano de 2003. E que a pauta seja previamente estabelecida.
• Sessão de Cinzas
O feriado de Carnaval da semana que vem transferiu a sessão legislativa da segunda-feira para a Quarta-feira de Cinzas. A Câmara Municipal de Bauru não funcionará no primeiro dia da semana. A pauta não deverá ser pesada. Alguns vereadores vão se ausentar da reunião porque emendarão o feriadão.
• "Dando um tempo"
O namoro entre o PMDB e o PT chegou ao fim. Alex Gasparini e Estela Almagro anunciaram ontem “um tempo” na relação entre os dois partidos. Eles se reuniram para discutir os fatos e decidiram que a melhor saída é cada um trilhar seu caminho no primeiro turno das eleições. Nada impede, porém, um reencontro mais adiante.