A Universidade de São Paulo (USP) desenvolve desde 1994 o programa USP Recicla, que mantém várias atividades voltadas à preservação do meio ambiente. Uma delas é o recolhimento das lâmpadas fluorescentes.
A engenheira Simone Berriel Simonelli, membro da comissão que gerencia os resíduos no campus de Bauru, explica que todas as lâmpadas utilizadas pela cidade universitária são recolhidas, reembaladas e armazenadas.
“Elas são depositadas num container especial preparado para suportar eventuais explosões, já que a quebra das lâmpadas pode gerar gases explosivos”, comenta.
Segundo ela, a universidade reúne, anualmente, cerca de 1,5 mil lâmpadas, que são encaminhadas para uma empresa de reciclagem em Paulínia.
“Na última remessa, nós pagamos R$ 0,70 por cada lâmpada, além do custo do container, da diária do motorista, do combustível, dos impostos e pedágios”, salienta.
As pessoas ouvidas pela reportagem desconhecem qualquer outra iniciativa semelhante na cidade, mas Simonelli garante que muita gente a procura em busca de informações, interessadas em encaminhar lâmpadas para a reciclagem.
“Mas quando você fala que tem que comprar o container, pagar o caminhão, o motorista e um custo unitários pelas lâmpadas, as pessoas desistem”, lamenta.
Outro trabalho importante desenvolvido pela USP em Bauru é a recuperação de sobras de amálgama, que também contém mercúrio. O material, que antes era jogado no esgoto, hoje é reutilizado.