Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
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• Durou pouco

Era mesmo difícil acreditar que o prefeito Nilson Costa (PTB) - pela trajetória política dos últimos anos - conseguiria formar uma bancada sólida de situação. Depois de Osvaldo Paquito (PPS), o grupo sofreu mais uma baixa: Edmundo Albuquerque deixou o PPS e rompeu publicamente com a administração. Edmundo disse ainda que não apoiará a candidatura do grupo nilsista.

• Na reta final

Nilson recebeu a notícia friamente e demonstrou total despreocupação com a baixa. Comentou que sempre teve dificuldades na Câmara e que espera dos vereadores a aprovação dos projetos de interesse social. “De resto, eu, pessoalmente, não preciso de nada”, resumiu, já num visível tom de discurso de fim de governo. 2004, pelo jeito, já está chegando ao fim nas Cerejeiras.

• Esfacelamento

Mas além de Edmundo, as perdas podem contaminar outros aliados. Até mesmo o presidente da Câmara, Renato Purini (PMDB) - a quem Nilson deve articulações de bastidores -, demonstrou descontentamento ontem com o comportamento do governo. Ele embalou o discurso de Paulo Eduardo Martins Neto (PFL) - aliado flutuante dos nilsistas -, que também mandou recado ao Palácio.

• Repercussão

Provavelmente, Purini deve ter ficado chateado com os rumos que o prefeito pretende dar à indicação do candidato do seu grupo à prefeitura. É forte nos bastidores que Nilson está disposto a indicar o chefe de Gabinete, Antonio Marsola, como candidato a prefeito. Parece que o fim do namoro peemedebista com o chapão (PTB, PPS, PC do B, PAN e PSDC) está próximo.

• Pequenos e ágeis

Ainda sobre os R$ 300 mil para obras de asfalto na Pousada I e II liberados pelo governo do Estado mas não requisitados pela prefeitura, um funcionário graduado em trâmites burocráticos entre Estado e município afirmou ontem que várias cidades menores que Bauru, que nem departamentos especializados ou técnicos têm, já estão com dinheiro desse mesmo pacote.

• Cargo de confiança

Solange Maria Fichio foi exonerada ontem pela direção da Câmara Municipal. Ela exercia cargo de confiança por indicação do ex-vereador Roberto Bueno e foi pivô no processo em que Bueno é acusado de extorsão. A justificativa da presidência da Casa é a de que o cargo é de confiança e foi indicado em gestão anterior à de Renato Purini.

• Autorizado

Como diz o ditado caipira: “Passou um boi, passa uma boiada”. A Câmara aprovou ontem mais um projeto transformando em lei algo que não tem nenhuma aplicação. A autoria é de Luiz Carlos Barbosa e autoriza a criação de um programa que atende pelo pomposo nome de “Aproveitamento de Alimentos não Consumidos no Município”.

• Loteamentos

Ainda não foi desvendado qual o interesse que reina por trás do projeto de lei que estabelece normas para a localização de áreas públicas nos loteamentos do Município. O vereador Paulo Eduardo foi autor de uma lei que exige que as áreas públicas sejam sempre no meio do loteamento, mas não explicou o porquê. O prefeito defende que a área volte a ser fixada em qualquer parte da gleba.

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