Economia & Negócios

Cesta básica em fevereiro é 3% maior que no ano passado

Gabriel Garcia
| Tempo de leitura: 2 min

O valor da cesta básica em Bauru no mês de fevereiro é 3% superior ao registrado no mesmo período de 2003. A soma dos 31 itens básicos passou de R$ 190,55 para R$ 196,74. Em relação a janeiro deste ano, no entanto, a cesta sofreu queda de 0,8% no último mês. A diminuição só não foi maior devido aos produtos do grupo alimentação, com alta 1,7%. O levantamento da cesta básica em Bauru é feito mensalmente pelo Data-ITE, instituto de pesquisas ligado à Instituição Toledo de Ensino (ITE).

De acordo com a pesquisa, a soma dos produtos do grupo alimentação - o de maior peso - passou de R$ 145,70 para R$ 148,21 em fevereiro. Há um ano, os mesmos produtos eram adquiridos por R$ 143,43 - alta de 3,3%.

No último mês, os alimentos que mais sofreram alta foram o frango resfriado inteiro, com reajuste de 27,4%, os ovos, que subiram 20,2%, e a batata, com aumento de 16%. Ainda, também contribuíram para a elevação o feijão (alta de 15,1%) e a carne de segunda sem osso (13,2%).

Em relação ao valor ponderado, isto é, ao peso do produto em relação à variação total da cesta básica, o frango foi responsável por elevar o preço da cesta em 1,2%. A carne de segunda e o feijão contribuíram para o aumento em 1,1% e 0,5%, respectivamente.

Para o economista Reinaldo Cafeo, coordenador do Data-ITE, o consumidor precisa estar atento aos preços dos itens de alimentação, responsáveis por 70% do valor total da cesta básica. “A informação de produtos de baixa oferta, por safra ou sazonalidade, e a busca por produtos substitutos, mais baratos que servem para a mesma finalidade, devem ser práticas rotineiras”, observa Cafeo.

A preocupação em pesquisar e substituir produtos por similares mais baratos é apontada por Cafeo como uma das causas da tendência de queda dos produtos dos grupos de limpeza doméstica e higiene pessoal. Esses grupos apresentaram, em fevereiro, redução de 6,4% e 9,9%, respectivamente.

De acordo com o levantamento, o creme dental, por exemplo, registrou redução de 13,3%, queda semelhante ao absorvente aderente, cujo preço caiu 13,2%. O desodorante spray também teve expressiva diminuição: 11,2%. “Com renda achatada, o trabalhador vem buscando marcas menos conhecidas e reduzindo o volume consumido”, afirma Cafeo.

O economista também alerta para a discrepância dos preços de produtos verificados em diferentes pontos de venda da cidade. O valor da batata, por exemplo, chega a ter diferença de 310,3% nos supermercados.

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