Que petulância! Que sensação de poderio! E o homem de quatro, se achando o máximo!... Pensando saber tudo, e não aprendeu nada... Pensa conhecer a vida, mas nem dela somos dono... Que recebeu sem nenhum ônus toda essa maravilha de mundo, para administrarmos, e nem disso somos capazes!... Nossos rios, de água límpida, hoje depósitos de esgoto em natura...
Nossas florestas, santuário das mais nobres espécies, hoje imensidão de solo arenoso e erosões, sem contar o desequilíbrio ambiental! Como arquitetos, construímos uma selva de concreto, sem beleza, sem vida... Recebemos um ar puro, um planeta lindo, harmonioso corretamente e, com nossa inteligência magistral, conseguimos aos poucos destruir com tudo aquilo que nos foi dado, para que apenas administrássemos!... Que petulância!? (Rui Miguel Tripoli - RG. 8.973.822)