Mulher

População feminina se destaca na área hospitalar

Michelle Roxo
| Tempo de leitura: 2 min

Bauru conta com inúmeros exemplos de mulheres que estão à frente de setores importantes na área da saúde.

Uma delas é a coordenadora do Banco de Leite Humano da Secretaria Municipal de Saúde, Maria Nereida Panichi. Ela foi a idealizadora do projeto de criação da unidade, que completa em agosto 20 anos de funcionamento. “Nós começamos esse projeto aqui em Bauru numa época em não era muito comum o trabalho do banco de leite ou a defesa do aleitamento materno”, diz. “Os frutos nós estamos conseguindo colher hoje”, completa. O Banco de Leite Humano atende todos os hospitais locais, além de algumas cidades da região.

Também o Hemonúcleo tem à frente da direção uma mulher. Telma Cristina de Freitas iniciou o trabalho na área na década de 80, em uma época em que o serviço de hemoterapia era bastante simplificado na cidade e limitava-se, basicamente, a coleta e aplicação.

“A partir de 1985, principalmente com o advento da aids, os serviços de hemoterapia necessitaram de muito mais sofisticação e tornaram-se mais complexos do ponto de vista de análise”, diz. Telma participou da implantação do novo prédio do Hemonúcleo em Bauru, em 2002. O local, afirma ela, destaca-se hoje pela infra-estrtutura e qualidade do serviço.

No Hospital de Base, as médicas Maria Regina Trotta Pinheiro, Tereza Maria Speranza Faifer e Silvia Lilian Bettoni são responsáveis por um serviço de extrema importância na rede pública de saúde: hemodiálise e transplantes renais. “Esse é um serviço que há 23 anos está no Hospital de Base e é dirigido por mulheres”, afirma Maria Regina. Para ela, uma das grandes conquistas do setor ocorreu há dois anos, com a inauguração da nova unidade do setor de hemodiálise do HB.

No Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da USP, o Centrinho, entidade de referência internacional, a doutora Maria Cecília Bevilácqua coordena o Centro de Pesquisas Audiológicas e o Centro de Referência em Fonoaudiologia. Os programas desenvolvidos atendem à comunidade nas mais diferentes áreas dos distúrbios da linguagem, fala e deficiência auditiva. A doutora também coordena o curso de fonoaudiologia da FOB.

Já na direção do Departamento de Saúde Coletiva (DSC) há cinco anos, está a médica Maria Helena de Abreu. O órgão, da Secretaria Municipal de Saúde, é um departamento-chave na área da saúde pública e desenvolve ações preventivas na área da Vigilância Epidemiológica e Sanitária. “Esse é um cargo que representa um desafio muito grande em função de todas as dificuldades que o poder público sempre enfrentou e enfrenta”, diz.

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