Economia & Negócios

Unimed suspende plano de sindicato

Gabriel Garcia
| Tempo de leitura: 2 min

Associados da Unimed através do Sindicato de Trabalhadores em Empresas Ferroviárias de Bauru, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso estão impedidos de fazer consultas ou efetuar qualquer outro procedimento por conta de uma dívida da entidade com a cooperativa de médicos. O fato pegou de surpresa muitos usuários da Unimed que afirmam pagar em dia as mensalidades.

De acordo com a assessoria de imprensa da cooperativa médica, o atendimento aos usuários ligados ao sindicato está “temporariamente suspenso” em virtude de uma pendência. A dívida - cujo valor não foi revelado - já estaria sendo negociada há algum tempo entre representantes dos dois lados, mas até o momento não haveria definição.

Ainda segundo a assessoria da Unimed, procedimentos delicados e de emergência estariam sendo autorizados, mesmo porque questões legais impedem o desligamento total e imediato por falta de pagamento.

De acordo com o diretor do sindicato dos ferroviários Roque José Ferreira, de fato há uma dívida ocasionada em anos anteriores por falta de pagamento de parte dos usuários. Atualmente, há 173 associados ao plano de saúde pelo sindicato. “Em 2003 a inadimplência foi de 10%, mas nos anos anteriores foi bem mais alta”, afirma.

Ferreira explica que o papel do sindicato é de fiador dos usuários, o que o obriga a “completar” junto à Unimed eventuais faltas de pagamento. Ainda de acordo com o sindicalista, o contrato da entidade com a cooperativa é renovado todo mês de março. Na manhã de hoje, haveria uma reunião com a Unimed para tentar encontrar uma fórmula para quitar a dívida.

“Como todo devedor, temos o direito de negociar, mas o objetivo da diretoria do sindicato é honrar todos os compromissos”, afirma Ferreira. Segundo ele, apesar do passivo - cujo valor ele também não soube estimar -, não há faturas atrasadas de repasses do sindicato para a Unimed.

O JC apurou que, embora minimizada tanto pelo sindicato quanto pela assessoria da Unimed, a dívida é expressiva e se arrasta há, pelo menos, seis meses. O presidente da Câmara Municipal, Renato Purini (PMDB), já teria também participado de reuniões entre sindicato e Unimed no papel de mediador.

Surpresa

A comerciante Fátima Aparecida Campoy Costa da Silva relata sua surpresa ao descobrir que o atendimento a usuários do sindicato estava suspenso. A mãe dela, de 77 anos, precisava ser atendida por conta de uma pneumonia mas não pôde utilizar o plano de saúde - pelo qual paga R$ 116,84 mensais.

Fátima afirma que sua mãe paga em dia as mensalidades desde que assinou o contrato em 1997, e considera a situação “absurda”. Diante do fato, a única saída que a comerciante encontrou foi registrar um boletim de ocorrência contra o sindicato no 3.º Distrito Policial.

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