São Paulo - Depois de cinco dias sem se pronunciar sobre a crise na equipe brasileira da Copa Davis, o presidente da Confederação Brasileira de Tênis (CBT), Nelson Nastás, voltou a apareceu em público ontem.
O dirigente concedeu uma entrevista exclusiva ao repórter Pedro Bassan, da Rede Globo, na qual declarou esperar que Gustavo Kuerten reflita melhor sobre sua posição de não disputar o confronto contra o Paraguai, que vale vaga no Grupo Mundial da competição.
“No fundo espero que o Guga reflita um pouco melhor. Ele é um grande jogador e todo mundo quer vê-lo em quadra. Ele não vai disputar a Copa Davis pela CBT, mas pelo Brasil”, explicou.
Nastás ainda aproveitou a oportunidade para rebater as críticas feitas pelo melhor tenista do Brasil sobre a conduta de apoio da confederação aos novos jogadores. O dirigente afirma que tais reclamações não têm fundamento. Em sua defesa, Nastás declara que o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) tem um relatório informando os investimentos da CBT e ressalta que a CBT.
Além disso, afirma que a entidade em dado apoio às categorias de base. “Temos vários juvenis disputando torneios na América do Sul e jogadoras competindo na Europa para somar pontos em busca de uma vaga na Olimpíada”, comentou.
O presidente da CBT, qualificou as acusações de Guga sobre sua administração como “muito vagas” e questionou o atleta. “Ele não concorda com o quê?”.
O dirigente afirmou ainda que a apreensão de documentos contábeis da entidade por parte da Polícia Federal foi “mais um ato típico politiqueiro”.
Nastás se disse surpreso com as reações negativas em relação à indicação de Jaime Oncins para capitão do time brasileiro da Copa Davis, em substituição a Ricardo Acioly. O dirigente afirmou na entrevista que imaginava uma transição absolutamente tranquila.
“Não pensei que o nome de Oncins teria esta repercussão porque o Jaiminho tem um histórico de serviços prestados ao tênis e um relacionamento excelente com os jogadores.”
Com a desistência dos três melhores jogadores do País (Kuerten, Saretta e Sá) o quarto melhor jogador brasileiro na atualidade, o gaúcho Marcos Daniel adota cautela ao avaliar a hipótese de defender a equipe brasileira contra o Paraguai. O jogador declarou ao site tenisbrasil que vai conversar com os demais atletas antes de tomar uma decisão.