Economia & Negócios

Migração para o Interior favorece mídia regional

Gabriel Garcia
| Tempo de leitura: 3 min

O crescimento da migração da população das Capitais para as cidades do Interior indica um nicho de mercado que deve ser explorado pelas empresas de comunicação. Para o novo gerente regional da TVTem em Bauru, Luiz Carlos de Carvalho, 48 anos, é hora de apostar na regionalização e assumir riscos para colher os frutos no momento em que a recessão econômica perder força.

“Existem problemas seríssimos que afetam diretamente os meios de comunicação, isso está todos os dias nos jornais, mas existe um momento em que o empresário deve acreditar e enfrentar. Nós acreditamos que essa crise é passageira, e aqueles que acreditarem e investirem hoje, numa normalidade próxima vão se sobressair”, argumenta Carvalho, profissional formado em comunicação social, com habilitação em relações públicas e propaganda e pós-graduado na área de marketing.

Na opinião dele, que desde 1991 exercia a função de gerente comercial na afiliada da Rede Globo em Bauru, uma equipe comercial afinada é fundamental para garantir a saúde das empresas de comunicação. “A equipe de vendas precisa estar muito voltada à leitura, ter muitos contatos, conversar muito com empresários. Deve ser um verdadeiro consultor, não apenas um vendedor”, afirma o gerente.

Carvalho declara que o movimento em direção ao Interior favorece o mercado da comunicação regional como um todo. “Isso vale para a TV, para o rádio, para os jornais impressos”, diz. Neste ponto, observa o gerente, é que vale a “sensibilidade” da equipe comercial.

Embora o momento de recessão pelo qual o País passa esteja secando a fonte dos empresários de modo geral, Carvalho afirma que há segmentos que indicam crescimento. “Você deve estar muito ligado ao mercado, muito bem informado e analisando quais os segmentos que estão mais aflorados no momento”, diz.

Tendência

Na opinião de Carvalho, a saída para as empresas de comunicação do Interior do País é mesmo investir na regionalização - tendência inclusive estimulada pelo governo federal. “A vinda da TV para o Interior favorece a uma visão da sua região, em que o telespectador possa participar mais. Isso é muito importante”, diz.

Além de importante, a sensação de “fazer parte” é rentável: “O mercado regional tem muitas empresas que ainda não têm um conhecimento técnico da importância da propaganda e publicidade. É preciso sentar com esses empresários e fazer, realmente, um trabalho didático”, afirma.

De acordo com Carvalho, a proposta da Rede Tem - que atua em 318 cidades com centrais em Sorocaba, Itapetininga e São José do Rio Preto, além de Bauru - é acentuar a regionalização da grade em duas linhas convergentes: entretenimento e informação. “A intenção é cada vez mais estar junto ao povo, e regionalizando, você tem de estar presente junto à sociedade”, diz.

Como prova do fortalecimento dessa sociedade no Interior e da necessidade de empresas de comunicação sólidas para atendê-la, Carvalho cita um dado expressivo: na área de atuação da rede há cerca de 60 mil universitários, sendo que grande parte deles escolhe permanecer e construir uma vida no Interior. “O mercado está aí, disponível para todo mundo, basta querer explorar esse mercado cada vez mais de uma forma ética”, finaliza.

Comentários

Comentários