Leonardo de Brito

Em Confiança

Leonardo de Brito
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PREOCUPAÇÃO

A última vez que o Noroeste venceu foi em fevereiro, pela terceira rodada da Série A3. Contra o XV de Jaú, em Bauru, o gol salvador saiu já nos acréscismos. No jogo anterior, em Barretos, conseguiu um empate que caiu do céu. E depois da dramática vitória sobre o XV, o Norusca fez três péssimas atuações seguidas: empatou com a fraca Inter de Bebedouro, foi goleado pelo Mirassol, e não foi além do placar de 2 a 2 contra o modestíssimo Jaboticabal, penúltimo colocado do grupo 1. O empate no jogo de ontem foi péssimo para o Noroeste, mas pior do que o resultado foi o futebol apresentado. O time ficou mais de posse com a bola, mas não foi objetivo e não teve nenhuma criatividade. Ninguém se salvou, apesar da boa movimentação de Luís Carlos e Zé Ílton. Túlio Tangioni pede calma e apoio da torcida, mas a situação do Noroeste é preocupante.

VERDÃO AVANÇA

Além da classificação para as semifinais do Campeonato Paulista, um tabu foi mantido. O Palmeiras não perde da Portuguesa Santista jogando em Santos desde 1960. No dia 28 de agosto daquele ano, a Briosa venceu por 4 a 1. No geral, a última vez que a Portuguesa Santista bateu o Alviverde foi em 1969, em São Paulo, por 2 a 1. São 34 anos sem derrota. Neste intervalo, foram oito jogos entre as duas equipes: oito vitórias e três empates. O Verdão não intimidou-se pelo fato de jogar fora de casa e foi para cima da Briosa assim que a bola começou a rolar no Ulrico Mursa. O time da casa saiu na frente, mas o Palmeiras teve calma, determinação e mereceu a vitória de virada. Agora, o time do artilheiro Vágner Love disputa um lugar na grande decisão do campeonato contra o Paulista, nos dias 28 de março e 4 de abril.

O GRANDE AZULÃO

Graças ao atacante Fabrício Carvalho, o São Caetano avançou para as semifinais do Paulistão com uma categórica vitória. Vencer na casa do até então melhor time da competição não é fácil. O Azulão manteve o tabu de não perder para o São Paulo no Morumbi. Seu próximo adversário será o Santos, em jogos de ida e volta. Com a derrota de ontem, o São Paulo foi eliminado, para a tristeza do dr. Hélder Ferreira, simpático e competente médico pediatra. O Campeonato Estadual terminou de forma melancólica para o São Paulo, que agora pensa no compromisso de quarta-feira pela Copa Libertadores, diante do Cobreloa, no Chile.

DE VOLTA?

Ricardinho pode ser o meia que os dirigentes do Corinthians tanto sonham para a disputa do Brasileirão 2004. O diretor técnico do Timão, Roberto Rivellino, ligou para o jogador, que está defendendo o Middlesbrough, da Inglaterra. Riva perguntou ao meia se ele está disposto a voltar ao futebol brasileiro e a resposta foi sim.

RACISMO

Após o Come-Fogo de ontem, em Ribeirão Preto, o meia Eliseu, do Botafogo, acusou o árbitro Paulo José Danelon, de racismo. O atleta promete elaborar um Boletim de Ocorrência nesta segunda-feira. Segundo o jogador e alguns companheiros de clube, o árbitro teria se referido a Eliseu como “macaco” durante a partida contra o Comercial, que terminou empatada em 2 a 2. Racismo é crime.

CARIOCA

O Botafogo venceu, mas não levou: derrotou o Madureira por 4 a 2, mas foi eliminado porque o Americano empatou com o Fluminense por 2 a 2 e ficou com a vaga. Além do Flu e Americano, Vasco e Flamengo se classificaram para as semifinais do Campeonato Carioca.

EU JÁ SABIA

Como a gente esperava, Michael Schumacher conquistou no circuito de Sepang, sua 72ª vitória na carreira ao vencer de ponta a ponta o Grande Prêmio da Malásia de Fórmula 1. Sem dar chances a nenhum adversário o piloto da Ferrari dominou inteiramente a prova, que teve o colombiano Juan Pablo Montoya, da Williams, em segundo, e o inglês Jenson Button, da BAR, pela primeira vez no pódio, em terceiro. Rubens Barrichello, com a outra Ferrari, não conseguiu acompanhar o melhor ritmo de Schumacher e logo ficou para trás, terminando na quarta posição. Felipe Massa correu a maior parte do tempo em 10º, mas se beneficiou de dois abandonos nas voltas finais e acabou marcando seu primeiro pontinho com o oitavo lugar. Foi também o primeiro ponto da Sauber em 2004.

SAUDADE

Ayrton Senna completaria 44 anos de idade ontem. O piloto brasileiro, que morreu em 1 de maio de 1994 em Imola (Itália), após bater no muro da curva Tamburello com o seu Williams FW14, recebe homenagens e é tema de reportagens em todo o mundo pela ocasião dos dez anos de sua morte. Tricampeão de Fórmula 1 pela McLaren em 1988, 1990 e 1991, Senna é o dono do único recorde importante da categoria que ainda não pertence ao alemão Michael Schumacher. Schumi soma 57 pole-positions na carreira, contra 65 do brasileiro.

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