Dia de Câmara
Assim como domingo é dia de futebol (apesar do empate frustrante do Norusca, ontem), segunda-feira é dia de Câmara Municipal. A sessão de hoje tem uma pauta importante, com projeto interessantes, mas a principal expectativa ainda será a tribuna, onde assunto é o que não falta aos vereadores. Assunto e fita...
Fita com Raul
O vereador João Parreira (PSDB) está sendo cobrado por colegas e pelas pessoas na rua a veicular uma fita que contém diálogos com o secretário de Finanças de Bauru, Raul Gomes Duarte Neto. Afinal, nesta história toda, Raul é o agente público, embora não se saiba o que ele revelaria o diálogo.
Outros nomes
A fita já está com o Ministério Público, que analisa o que Parreira conseguiu obter de empresários, de Raul e, ao que parece, até de outros membros do governo local. Até mesmo um importante ex-assessor de Nilson Costa (PTB) teria sido gravado.
Interesse público
O que se espera, ao final das contas, é que se há algo relevante nos diálogos que ainda não foram divulgados, que Parreira o faça. Afinal, este procedimento só deve usado como uma forma de revelar virtuais danos ao patrimônio público. Se as fitas não contiverem nada de importante, então é melhor não expôr a privacidade de pessoas.
Rescaldo judicial
Outro tema que deverá agitar a sessão de hoje é a perda de prazo da Câmara Municipal para contestar a ação que acabou por cancelar a cassação do prefeito Nilson Costa. Ontem, os advogados do vice-prefeito Dudu Ranieri (PFL) e o consultor jurídico do Legislativo, Conrado Segalla, anunciaram que vão recorrer.
CEI das Fitas?
Não é difícil a oposição dar início a articulações visando a instalação de uma CEI para apurar as revelações contidas nas fitas gravadas por João Parreira. Se ele não divulgar mais nada, a bancada contrária a Nilson deverá esperar uma manifestação do promotor criminal João Henrique Ferreira a respeito do conteúdo das mesmas.
Vagas na Cohab
O presidente da Cohab-Bauru, Rubens de Souza, diz que a realização do já polêmico concurso para a contratação de 46 funcionários obedece a preceitos legais e atende a uma determinação do Ministério Público (MP) do Trabalho, que exigiu a ocupação de 25 vagas existentes por concurso.
Aberto a análise
Rubens de Souza afirma que a Cohab mantém as portas abertas para quem desejar verificar os encaminhamentos do concurso, que serão levados hoje ao MP do Trabalho. Não se questiona a necessidade de substituir gente sem concurso por concursados. O que a coluna perguntou ontem foi: por que classificar 46 pessoas se há apenas 25 vagas e cada vez mais a empresa esgota suas funções?
Dinheiro farto
Vale lembrar que o vereador Parreira fez críticas na semana passada à forma como o concurso pode ser realizado, ou seja, dando a uma fundação de Brasília tudo o que for arrecadado em inscrição. O valor, segundo estimativas de João Parreira, com base em previsão da Cohab, pode ser de até R$ 800 mil. É muito dinheiro por um concurso.