Líderes de bairro, estudantes, sindicalistas, representantes de organização não-governamental e integrantes de movimentos políticos definiram durante a 1.ª Conferência Municipal de Políticas para as Mulheres ações prioritárias voltadas às questões femininas. O evento, encerrado ontem, resultou na elaboração de um documento que balizará ações de gestores públicos municipais, estaduais e federais.
Para tanto, as proposições ainda serão referendadas pela conferência regional (ainda sem data definida) e posteriormente serão encaminhadas às conferências estadual e nacional.
“Tiramos mais de 100 propostas, que foram discutidas desde as plenárias que antecederam a conferência. Elas serão publicadas no Diário Oficial do Município (DOM) e dispostas no site www.mulherbauru.com.br”, informa a vereadora Majô Jandreice (PC do B).
A parlamentar foi uma das 200 participantes da conferência, cuja participação masculina foi inferior a 10%. “Acho que a própria divulgação prejudicou a participação dos homens, até fiquei receoso em vir. Decidi comparecer porque homens e mulheres têm o mesmo direito”, diz Jorge Sakashita.
Independente do gênero, as organizadoras do evento se surpreenderam com o grande número de participantes, majoritariamente ligados a movimentos sociais.
“É normal que as mulheres que já participam de algum movimento tenham mais interesse. Por isso é tão importante que elas estejam ligadas a algum grupo. Constatamos pouco movimento de base organizado, trabalho previsto entre as propostas”, informa Majô.
A merendeira Eliza dos Santos, membro da Associação de Moradores do Núcleo Habitacional José Regino, trouxe para a conferência dois convidados ainda não engajados em outros movimentos.
“Falta politização. Eles não entendem a importância da participação nestes eventos”, explica a estudante e integrante da União da Juventude Socialista Rayra de Carvalho Costa César Pinto.
Já quem compareceu demonstrava plena convicção da importância dessa primeira discussão oficial e organizada de gênero, constatou o JC.