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Editorial


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Má notícia. A retração do consumo dos combustíveis põe na berlinda os investimentos em uma nova refinaria de petróleo no País. A Petrobras já indicou que pode adiar o investimento, em razão da revisão das necessidades brasileiras.

Os mais recentes dados sobre as vendas de combustíveis no País desanimam quem acreditava em retomada do consumo a partir da virada do ano, como as distribuidoras e a própria Petrobras. Segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP), houve uma queda nas vendas de 9,4% em janeiro, em relação ao mesmo mês de 2003.

A retração frustrou o ensaio da retomada do consumo que ocorreu em dezembro, quando as vendas foram 2,5% superiores ao mesmo período do ano anterior. Os números são contestados pelas grandes distribuidoras, que registram em suas vendas um pequena alta em janeiro.

De qualquer forma, todos confirmam que o mercado de combustíveis não reagiu conforme se esperava no final do ano passado. O início do ano foi frustrante porque todos esperavam uma retomada que não aconteceu.

De acordo com a ANP, a queda em janeiro foi puxada pela retração no consumo de gasolina, de 13,6%, e do diesel, de 6,7%. Especialistas no setor debitam o mau momento à crise econômica e ao aumento das fraudes. A adulteração é um reflexo da crise, pois o achatamento da renda leva o consumidor a procurar produtos mais baratos e que, nem sempre, são de qualidade.

É justamente aí que reside a principal função do consumidor para tentar solucionar o problema. Abastecer sempre nos mesmos postos e, principalmente, exigir a nota fiscal em cada abastecimento é fundamental para resguardar direitos após eventuais falhas mecânicas geradas por um combustível de má qualidade.

Além disso, também é dever do consumidor denunciar os maus comerciantes, que se preocupam apenas com os dividendos econômicos em detrimento da qualidade do produto que sai de suas bombas.

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