Bairros

Grandes geradores de rejeitos vão ter áreas para transbordo

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Caso o plano de gerenciamento de entulho seja aprovado e implantado da maneira como foi elaborado pela Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma), os grandes geradores de resíduos de construção civil terão de destinar o material dispensado em obras para áreas específicas de transbordo e triagem.

Nestes locais, os entulhos serão separados e permanecerão por um período restrito até que sejam encaminhados para um aterro ou para a usina de reciclagem, que ainda deve ser construída no município.

Atualmente, os resíduos são conduzidos para duas erosões da cidade, uma no Pousada da Esperança e outra nas proximidades do Jardim Nicéia, que recebem cerca de 1.900 caçambas de entulhos por mês, sem a devida separação dos detritos.

“Não será permitida a mesclagem desse material (a partir da vigência do plano). Antes de ser entulhado no aterro, ele terá de ser separado nas áreas de transbordo e triagem”, explica o engenheiro florestal e diretor do Departamento de Ações e Recursos Ambientais da Semma, Carlos Barbieri.

Quem não cumprir a exigência poderá ser penalizado com multa de R$ 500,00. Em caso de reincidência ela sobe para R$ 5 mil. O valor não assusta o proprietário de uma empresa de caçambas, Rui Carneiro, que repassará aos clientes a conduta de separação dos resíduos. “Se não fizerem e eu tiver de contratar um funcionário para fazer o trabalho, vou repassar o custo (hoje de R$ 35,00 por caçamba). A iniciativa (da Semma) está adequada”, diz.

Ele aprova inclusive a proposta da administração municipal de repassar o gerenciamento das áreas de transbordo e triagem para uma associação que seria formada por empresários do segmento.

“Há uns três anos eu já tentei formar uma associação, mas ninguém quis participar por causa do investimento”, lembra. No entanto, ele explica que parte dos recursos aplicados na entidade seriam repassados aos clientes. Mesmo assim, o diretor regional do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon), Ralph Ribeiro Júnior, não concorda com a criação da associação e de suas futuras responsabilidades.

“Rejeito qualquer proposta que traga mais ônus a nossa atividade. A nossa obrigação, em tese, é de separar na origem”, conclui.

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