Carla Caruso é uma escritora de 34 anos que, desde os 27, escreve livros de ficção, poesia, biografia e lendas. Seu primeiro livro foi “Ítalo” (Editora Callis), obra de ficção que fala sobre um menino que faz uma viagem fantástica. O livro que mais gostou de escrever foi uma coleção chamada “Bicho de Livro”, que ela mesma ilustrou.
A poesia e a ficção são os gêneros que Carla mais gosta de escrever. Para entreter o público, a escritora utiliza uma caixa com vários fantoches usados para interpretar as histórias. “Dentro da caixa que levo também tem castanholas para fazer cavalos, apitos de aves silvestres para imitar os sons dos pássaros e um pau que faz sons de chuva e de cobras cascavéis”.
Uma coisa que a escritora faz de diferente é escrever livros biográficos com a história de Oswald de Andrade, Anita Malfatti, Cecília Meirelles e Aleijadinho. Está lançando agora a vida de Tarsila do Amaral. Para Carla Caruso, isso é uma forma de buscar nos artistas brasileiros nossa própria cultura para as crianças.
“Minha inspiração veio de artistas como Machado de Assis, Oswald de Andrade, que são brasileiros, Ítalo Calvino, que é italiano, Lígia Bojunga Nunes, Ana Maria Machado, Lewis Caroll, entre outros”.
Para cada tipo de livro é preciso um ingrediente especial. A biografia, por exemplo, precisa de pesquisa, a ficção, a imaginação, a poesia precisam de imaginação também, mas têm ainda ritmo e rima, além da observação da vida. “As lendas que faço são pegadas de outras culturas. Também precisa-se de pesquisa e elas podem ser reinventadas desde que não faça uma história que não tenha nada a ver”.
Um dos livros de lendas de Carla é a história de um africano que tem um sonho para sua vida. Seu nome é “Kamazu, o curandeiro”. Ela diz que o sonho para os africanos significa falar com seus ancestrais. Além disso, Carla colocou em seu livro uma pedra mágica que é de outra lenda.
Confira também um outro trecho do bate-papo da autora com os repórteres-mirins que participaram da Oficina de Jornalismo do JC Criança na Feira do Livro Infantil.
Repórter-mirim JC Criança - Quando e como você descobriu que tinha esse dom para ser escritora?
Carla Caruso - Quando criança lia um pouco de livro, depois quando comecei a fazer o curso de letras, passei a gostar mais de ler e escrever.
JCC - Qual foi o livro que você mais gostou de escrever?
Carla - A coleção “Bicho de Livro”, que eu mesmo ilustrei.
JCC - Como você desenhou na coleção Bicho?
Carla - Com nanquim e com aquarela. Eu amei.
JCC - Há quantos anos você trabalha escrevendo livro?
Carla - Há sete anos. E quando meu primeiro livro foi lançado faz seis anos.
JCC - Qual foi o seu livro que mais vendeu?
Carla - A biografia de Cecília Meirelles e o “Bicho da Noite”.
JCC - Você está escrevendo algum livro?
Carla - Sim, eu estou.
JCC - Como ele se chama?
Carla - Ele será uma biografia da Tarsila do Amaral.
JCC - Sobre o que ele fala?
Carla - De sua vida inteirinha.
JCC - Quando estará nas livrarias?
Carla - Acredito que no final do ano.
JCC - Qual livro que você mais gosta?
Carla - Eu gosto de poemas de Oswald de Andrade e a história de Ítalo Cavino.
JCC - Onde você se inspira para escrever seus livros?
Carla - Na vida e na leitura de outros livros.
JCC - Por que você escolheu fazer um livro sobre Cecília Meirelles e outros autores?
Carla - Eu faço biografia e escolho os escritores porque os admiro pelo trabalho que eles fizeram.
JCC - O que você gosta de escrever? Livro romântico, policial, poesias?
Carla - De escrever poesia e ficção. Porque você trabalha com o imaginário, com as histórias que você já ouviu e leu. A poesia você recria a linguagem, a sensação, os sentimentos, por meios de seus recursos poéticos, rima, ritmo...
JC Criança - Você já criou lenda?
Carla - Não só recriei. Quem conta um conto aumenta um ponto.