A oficina de contação de histórias “Causos de Saci” e um bate-papo com o escritor Luiz Vitor Martinello encerram hoje 4.ª Feira do Livro Infantil, que teve início no dia 13, no Centro Cultural “Carlos Fernandes de Paiva”.
A programação traz ainda a exibição do filme “Outras Histórias” de Pedro Bial, às 20h, no auditório; apresentação da peça “Anexins D’Amor”, com a Caperbat Cia, Arteventos, às 15h e às 20h, no Teatro Municipal “Celina Lourdes Alves Neves”; e performances interativas com o palhaço Charutinho e Príncipe Mágico e a dupla Cuca e Saci, que divertem os pequenos em uma instalação montada no piso superior do Centro Cultural. Todas as atividades têm entrada gratuita.
Ministrada por Maria Tereza Oliveira Guimarães, 69 anos, e seu neto e Rodrigo Guimarães Wagner, 11 anos - membros da Associação Nacional dos Criadores de Saci (ANCS) - a oficina sobre os causos de sacis será realizada no Teatro Municipal e se baseia nas próprias experiências dos dois coordenadores. Ambos “criam” sacis em um sítio em Porangaba, no Interior de São Paulo.
De acordo com o Rodrigo, o saci é muito brincalhão. “A gente brinca de esconde-esconde, pega-pega, corrida-de-saco, mas ele sempre ganha, porque é muito mais”, conta. Para o presidente da associação, José Oswaldo Guimarães, é importante não deixar o saci morrer: “Quando se está contando a história do saci para uma criança, você acabou de criar um. Além de reintroduzir na mata, a gente quer reintroduzir o saci nas casas das pessoas”, observa.
A Associação Nacional dos Criadores de Saci nasceu em 1983 a partir das descobertas de sacis na região de Itajubá (MG) e da necessidade de um grupo de amigos em reintroduzir o saci na mata de Botucatu e em outras localidades.
Visando esclarecer curiosidades sobre o saci, Guimarães já deu entrevistas para diversos veículos de comunicação, inclusive no programa do apresentador Jô Soares, em janeiro de 1999. Atualmente participam da associação profissionais de diferentes áreas, como: médicos, músicos, engenheiros, dentistas, regentes, professores da Unicamp, biólogos, bancários e advogados.
A segunda atração da feira é o encontro com o professor e escritor Luiz Vitor Martinello, que será realizado às 9h e às 15h, no auditório do Centro Cultural. Durante o evento, ele declamará poesias próprias que tratam do comportamento e das contradições da vida. Além disso, Martinello utilizará aspectos lúdicos para interagir com as crianças. “A literatura não tem nenhuma obrigação de ser moralista, porque o prazer da literatura está no texto. Mas se pudermos conciliar os dois é melhor”, afirma.
Assim, mesclando fantasia e realidade, o escritor mostrará uma de suas criações mais famosas, o “Penuginha”, um personagem que representa um ET que fala por meio da boca de outras pessoas publicado em 1990 em um livro homônimo. Além dessa obra, o escritor escreveu a fábula “O Sapato que Sabia Andar”, que está sendo utilizada por Mariza Basso em suas contações de histórias para crianças.
Formado em filosofia e letras, Martinello iniciou sua carreira em 1973, publicando poemas em jornais locais. Desde então nunca mais parou. Publicou seis obras e ganhou diversos prêmios de poesia em Bauru e no Estado de São Paulo. Professor aposentado, ele atualmente ministra aulas em cursinhos, mas sua maior vocação ainda está voltada para a literatura.
• Serviço
4.ª Feira do Livro Infantil. Hoje, no Centro Cultural de Bauru. Horário de visitação: das 8h às 21h. Entrada gratuita. Apoio: Delegacia Regional - Secretaria de Estado da Cultura, Secretaria Municipal da Educação, Jornal da Cidade, Unesp FM, Rádio Auri-Verde AM, TV Tem, Tec Seg, Bauru Painéis e editoras Ática, Brinque Book e Callis. Avenida Nações Unidas, 8-9. Informações (14) 3235-1072 ou (14) 3235-1193.