Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
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• Inconformismo público

É impressionante como Bauru se pôs a protestar contra a megacobrança de R$ 14,7 milhões apresentada pela CPFL, que foi aceita e assumida passivamente pelo prefeito Nilson Costa (PTB) a toque de caixa, na semana passada, no último ano de seu mandato. Nas rodas de bauruenses que passaram o feriado em casa, nos clubes, chácaras, supermercados, nos bares, em diferentes camadas sociais, o sentimento foi um só: inconformismo.

• Bauru assume história

Desse sentimento quase geral de revolta fica uma constatação, para a qual não é necessária a acuidade de um cientista social. Bauru toma, a cada dia, a cada denúncia, a cada ato imponderado de seus homens públicos, a rédea da condução de sua história. O caso CPFL é emblemático, mas a reação, ainda que não organizada, não é de hoje e encontra um solo fértil nas ações condenáveis com o bem público há muito tempo.

• Sucessão de fatos

Desde o escândalo do marmitex, logo no começo do atual governo - que só não foi pior devido às denúncias feitas por este jornal - o que se viu foi uma sucessão infindável de situações nebulosas. Não foi só por oposição sistemática, como querem fazer crer alguns ideólogos das Cerejeiras, que várias CEIs, CPs e cassações de mandato ocorreram. Nada disso teria acontecido se não houvesse um campo tão movediço.

• Lições para o futuro

Neste sentido, Bauru está muito adiante de outras cidades em termos de amadurecimento político e de exigência da ética na condução dos interesses do povo. O que em princípio poderia ser visto como uma vergonha, a essa altura está claro - e o tempo confirmará isso - que se trata de uma lição de casa que grande parte do País precisará fazer. Claro que esse embaraço todo não era desejável. Atrapalha demais o desenvolvimento da cidade, mas há outro remédio além da vigorosa intervenção popular e de seus representantes no Legislativo, Poder Judiciário e Ministério Público? Que os próximos governantes pensem muito nisso. Bauru não aceita mais descasos e desmandos.

• Emir deixa secretaria

O juiz aposentado Emir Maddi está deixando a Secretaria dos Negócios Jurídicos para cuidar da saúde. Ele teve um mal-estar na semana passada e, após exames, os médicos apontaram estresse elevado. Maddi pediu exoneração da função em caráter irrevogável para descansar. Carlos Alberto Bosco assume interinamente.

• Seccional indicia

O vereador Pastor Luiz (PL) foi indiciado no inquérito que apura o uso de carro da Câmara Municipal de Bauru para viagens tidas como particulares. O indiciamento foi solicitado pela Delegacia Seccional. O ex-vereador Harley Caçador também foi indiciado. Ele foi o único que se recusou a devolver valor considerado indevido em despesa durante sua passagem pelo Legislativo, em outra época.

• Alívio entre políticos

Políticos suspiraram aliviados ontem ao pegar o JC e conferir a decisão da comissão especial da Câmara Federal sobre as vagas nas câmaras. Se prevalecer o texto do Projeto de Emenda Constitucional assinado pelas lideranças dos partidos, a Câmara de Bauru vai ficar com 21 cadeiras. Pela resolução (TSE), esse número cairia para 15.

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