Leonardo de Brito

Em Confiança

Leonardo de Brito
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JOGO DO TABU

A Seleção Brasileira entra em campo esta noite em Budapeste, à tarde em nosso País, para enfrentar a Hungria, jogo que para nossa seleção poderá representar a quebra do tabu. Nunca ganhamos dos húngaros em quatro jogos já realizados até hoje. O amistoso servirá também como uma homenagem ao coordenador-técnico da Seleção Brasileira, Mário Jorge Lobo Zagallo, que vai completar a marca de 250 partidas pela equipe nacional, reunindo as funções de jogador e treinador, além do cargo de coordenador, que ele ocupa atualmente. Carlos Alberto Parreira vai usar esta partida como uma preparação para o confronto do dia 2 de junho contra a Argentina, em Belo Horizonte, pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2006. Tanto que o treinador optou por improvisar o zagueiro Edmilson como volante já que o titular Gilberto Silva, suspenso, não poderá enfrentar os platinos. Sem o zagueiro Lúcio, Juan ganhou a posição e vai formar dupla com Roque Júnior. No ataque, Ronaldo, lesionado, sequer foi convocado e Adriano, seu substituto natural, foi cortado por contusão, a exemplo de Lúcio. Com isso quem ganha uma oportunidade é Luís Fabiano. Parreira não escondeu o caráter amistoso do jogo, tanto que anunciou que tentará mudar a equipe no segundo tempo.

DÁ-LHE, AZULÃO

Em busca de uma vaga nas oitavas-de-final, o São Caetano pega o Independiente no ABC, pela repescagem da Libertadores. Será a primeira vez em sua história que o São Caetano enfrentará um time argentino. Para avançar, apenas a vitória interessa ao Azulão. Um empate leva a decisão para os pênaltis. O São Caetano se apoia no bom retrospecto dentro do torneio, porque mesmo sem contar com uma grande torcida, tem feito valer sua força dentro do Anacleto Campanella pela competição continental. Participante da Libertadores pela terceira vez (esteve também nas edições de 2001 e 2002), o São Caetano atuou 13 vezes em casa, conseguindo seis vitórias, teve cinco empates e sofreu apenas duas derrotas. O Independiente que se cuide. Decidir dentro de casa é ótimo, ainda mais por se tratar de uma partida só.

PEIXE EM FLORIPA

Respeitando o Figueirense, líder do Campeonato Brasileiro, o Santos deve adotar uma postura mais defensiva, em busca do empate em Florianópolis. Trata-se de uma postura inteligente de Émerson Leão, porque perder pontos fora de casa neste campeonato é um expediente perigoso. A ordem é vencer todos os jogos na Vila e não perder fora de casa. Já o Figueirense, com seis pontos, deve estar sabendo que para manter a liderança é preciso vencer um dos times mais fortes da competição e candidato ao título brasileiro.

DUELO TRICOLOR

São Paulo e Fluminense se enfrentam no Morumbi, no duelo de tricolores. O paulista, por enquanto, conquistou uma vitória e um empate. Campanha superior a do tricolor carioca, que empatou seus dois jogos até aqui. O plano do São Paulo é o mesmo do Santos: ganhar os jogos em casa e empatar fora. Até agora a tática deu certo, com quatro pontos ganhos - vitória por 1 a 0 na estréia contra o Atlético-PR, em casa, e empate 1 a 1 com Criciúma, em Santa Catarina. Sem contar com Luís Fabiano, que está em Budapeste, o destaque do time do Morumbi é o funcional Gustavo Nery, que passou da meia à lateral-esquerda e marcou os dois gols do São Paulo no Campeonato Brasileiro.

TIMÃO NO SUL

Em má fase, Grêmio e Corinthians entram em campo no Olímpico. A vitória diante do Paysandu, com um gol de Rincón aos 47 minutos do segundo tempo, mudou o ambiente no Parque São Jorge. O clima, antes tenso, agora é de esperança no Timão. O resultado do final de semana deu um alívio imediato para os jogadores. Mas os próximos jogos serão decisivos para o futuro da equipe na temporada. Além do Grêmio, domingo faz o maior clássico paulista, diante do rival Palmeiras.

VOANDO BAIXO

O inglês Jenson Button, da BAR, pode ser o substituto de Michael Schumacher quando o piloto alemão da Ferrari se aposentar. É o comentário geral na Casa de Maranello.

PÉ NA COVA

Sem dinheiro, jogadores e treinador, o Grêmio Sãocarlense está caindo. Somente mesmo um grande milagre poderá evitar sua queda para a Série B1. O lanterna do grupo 1 precisa vencer os dois jogos restantes e torcer por derrotas da Inter de Bebedouro. O presidente Marco Antônio Pereira - que há menos de seis meses chefiava uma torcida organizada do clube - vem sendo apontado em São Carlos como o responsável pela situação do Sãocarlense, que é de penúria.

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