Evora, é uma das principais cidades do Alentejo. É lá que fixam residência a maioria dos jovens recém-saídos da universidade à procura de trabalho.
Seu centro histórico amuralhado é um dos marcos da cidade considerada Patrimônio Mundial da Humanidade. Fica a apenas uma hora de Lisboa, por auto-estrada duplicada e segura.
Évora possui um notável conjunto de monumentos que remetem à presença de reis e rainhas num passado distante. Caso de Dom João II e de Dom Manuel I que, no Paço Real de São Francisco, empossou Vasco da Gama no cargo de comandante da esquadra da Índia.
O Colégio do Espírito Santo (hoje Universidade de Évora), fundado em 1551 para sediar a Companhia de Jesus e Universidade dos Jesuítas é outro monumento digno de visita. Serviu como centro de formação de missionários que trouxeram em 1500 a palavra do Evangelho ao Brasil recém descoberto.
Nesse colégio, entre outros, destacou-se pela sua admirável oratória o padre Antonio Vieira. Trata-se de uma belo edifício, com clautros forrados de uma extraordinária profusão de azulejos decorados, cuja traçado arquitetônico tornou-se modelo para os demais conventos jesuíticos construídos no Brasil.
Falando na terra do pau brasil, o Museu de Évora exibe uma importante coleção de joalheria ornamentada com pedrarias e diamantes provenientes daqui, das Minas Gerais.
Na rota para o Algarve, fica outro “sítio” digno de uma “paragem”: Beja (nada a ver com a dona Beja daqui), cidade alentejana do Interior onde nasceu Antônio Raposo Tavares, bandeirante que se embrenhou pelo sertão adentro até o Paraguai.
Tavares e os homens sob a sua bandeira atravessaram o interior do continente, navegaram do Rio Grande do Sul ao Amazonas, desbravando as terras virgens com energia sobre-humana. A estátua de bronze do bandeirante foi oferecida pelo Governo brasileiro ao município de Beja e encontra-se na Praça do Brasil.
Beja, que fica a 192 quilômetros de Lisboa e a 61 quilômetros da fronteira com a Espanha, foi fundada pelo imperador romano Júlio César, 48 anos a.C., sofrendo nos quatro séculos seguintes o domínio dos mouros. Hoje vive principalmente do mercado do trigo e do azeite.
A 165 quilômetros de Lisboa e a 45 quilômetros de Évora, fica Estremoz. Uma agradável cidade, no centro de uma das regiões onde se produz o melhor mármore português, também cercada por muralhas do século 17 e que tem em seu castelo medieval um dos pontos mais visitados.
Desde o século 17 Estremoz é conhecida como centro de cerâmica: dos vasos e barris (sem decoração) até os trabalhos mais elaborados utilizados pelos nobres, passando pelas imagens sacras e cenas do dia-a-dia no campo.
A cidade onde faleceu uma das rainhas mais adoradas de Portugal, Santa Isabel e o rei Dom Pedro, se divide em duas: a Praça Alta e a Praça Baixa. Na primeira é que ficam os prédios mais antigos e o castelo construído por Dom Dinis para sua mulher, hoje transformado em uma charmosa pousada, decorada com mais de 600 obras de arte e móveis com mais de 300 anos de história.
Cada quarto tem decoração própria - claro que com colchões novíssimos - fazendo com que os hóspedes fiquem em dúvida sobre qual escolher.
No passado, por causa de sua localização, Estremoz teve grande importância militar, como provam as ruínas de sua fortaleza que durante séculos estocou armas e munições e que acabou sendo atingida por um incêndio resultado de uma grande explosão. Para o visitante resta para os “flashes” a torre principal, conhecida como Torre das Três Coroas. Até o topo são 125 degraus. Uma subida de dar dor nas pernas mas que vale a pena para o registro de uma espetacular visão panorâmica de toda a cidade.
____________________
As cores de Arraiolo
A arte do arraiolo trazida ao Brasil pelos portugueses encontra seu momento máximo na vila de Arraiolos, um lugar tranqüilo como muitos outros “sítios” da região, com casas brancas e baixas construídas de argila para afugentar o calor.
Arraiolos fica no coração do Alentejo e tem na produção dos tapetes coloridos e artesanais, sua maior atração. Ainda hoje funcionam várias tapeçarias com o aprendizado do ofício passando de geração a geração.
Um trabalho minucioso, que exige precisão e paciência, a escolha correta das cores e dos motivos que serão reproduzidos quando o quadro estiver pronto. Um artesanato secular que desde a época das invasões dos mouros vem recebendo influências de vários povos, culturas e tradições.
Perto do Centro de Arraiolos fica o Convento dos Lóios ou de Nossa Senhora da Assunção que em 1997 também foi reformado e se transformou numa pousada. É deslumbrante por unir o moderno com o monástico. Seu pátio interno (claustro) foi totalmente recuperado, os corredores são adornados com arcas e santas seculares e da piscina avista-se toda a muralha do castelo que tem iluminação especial à noite.