Entrelinhas

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Da Redação
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• CPFL e a cidade

A Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL) tem hoje uma excelente oportunidade para demonstrar à cidade que também age em sintonia com os interesses públicos. As conclusões do promotor de Defesa da Cidadania e Patrimônio Público de Bauru, Fernando Masseli Helene, sobre o acordo da dívida de R$ 14,7 milhões, não atacam a posição da empresa, mas sim a forma como a prefeitura agiu para fechar a negociação.

• Alvo da análise

Os erros de formalidade do agente público é que são os objetos de análise e do acordo proposto pelo Ministério Público para a reunião de hoje à tarde, ou seja, justamente aquilo que deixou a cidade indignada. Se a CPFL tem certeza sobre as contas que apresentou - e deve ter, obviamente -, não há por que não reiniciar o procedimento de cobrança, o que arrancaria aplausos da opinião pública e a volta à normalidade. E até mesmo em razão de o prefeito já ter cancelado o pagamento.

• Público e privado

Portanto, há uma enorme chance hoje à tarde de ambas as partes (prefeitura e CPFL) mostrarem, sob a mediação do promotor Helene, que há muita seriedade no trato de um assunto que é público e é privado ao mesmo tempo. Ninguém está querendo tirar nada do que é direito de ninguém, absolutamente. A cidade quer apenas - e isso é pedir muito pouco - total transparência no trato da coisa pública.

• Avaliação do PFL

O presidente municipal do PFL, Dudu Ranieri, retornou ontem de São Paulo garantindo que os comandantes estaduais de seu partido não fizeram nenhuma exigência para que ele apoie os tucanos em Bauru nas eleições deste ano. O encontro foi com o deputado federal Gilberto Kassab e o vice-governador do Estado, Cláudio Lembo.

• Até domingo

Segundo Dudu, eles quiseram saber como anda o processo eleitoral para avaliar se o PFL deve ou não ter candidato. Ou seja, Dudu só será candidato se a direção estadual aprovar. Ranieri informou que Kassab e Lembo prometeram definições até domingo. Segundo eles, se a candidatura própria for aprovada, o PFL ajudará com estrutura.

• Alvos múltiplos

Os ovos lançados pela CUT contra o Poder Legislativo, ontem, demonstram, para quem está próximo ao movimento sindical bauruense, que um dos alvos dos cutistas era o vereador petista José Carlos Batata. Eles denunciaram Batata e a presidente do PT, Estela Almagro, ao comando estadual da legenda, mas não obtiveram êxito. O caminho do arquivo também teria ocorrido junto à Executiva nacional.

• Banalização 1

Foi motivo de chacota durante a sessão legislativa de ontem a razão que levou o eleitor Matias Geraldo Muniz a pedir a abertura de Comissões Processantes para Toninho Garmes (PSDB), João Parreira (PSDB) e José Clemente Rezende (PDT). Os pedidos foram negados pelo plenário da Casa.

• Banalização 2

Matias alega que os três “trouxeram elevados prejuízos para a cidade” ao “criar” denúncias contra o Poder Executivo. Ele já presidiu o PSDC de Bauru, mas foi desalojado do partido após anunciar seu apoio ao prefeito Nilson Costa, antes prometido ao grupo político do ex-prefeito Izzo Filho. E assim, os pedidos de CPs seguem sendo banalizados...

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