De há muito, aqui no meu mundinho fechado, venho observando discussões políticas sobre vários temas. O que tem chamado atenção é a dissociação programática, onde direita e esquerda se confundem nos deixando sem rumo, fazendo-me crer que esse modelo está ultrapassado. Nesses moldes, não dá para apostar nesse ou naquele. Quando nos frustramos, vem logo a palavra-chave: renovar. Fala-se muito em renovação e a cada período eleitoral renova-se a esperança. Esperança essa que tem desaparecido no primeiro ano de gestão e a mesmice de sempre acaba imperando, haja vista nossas raízes políticas: 1.º Eu; 2.º Tu; 3.º Ele. Romper esse modelo é um grande desafio e aqueles que acreditam nessa possibilidade têm que ver em sua luta uma missão. Não dá para continuar com a mesmice de sempre, onde as propostas apresentadas saem, em regra, de salas carpetadas e bem ventiladas carregadas de marketing mas, na realidade, são propostas subjetivas, vagas e, às vezes, utópicas. Esse círculo vicioso só será rompido quando houver uma proposta base elaborada pela sociedade, inclusive estipulando prazos para seu cumprimento, lida, aceita e assinada publicamente. O candidato estará fazendo um pacto com a comunidade local. Mudar os nomes é muito pouco. É preciso mudar a cultura política e isso está ao alcance do povo. Ou a sociedade aperta “os caras” agora, ou viveremos eternamente na mesmice de sempre: esperando as próximas eleições.
Osvaldo Silva - RG 9.914.024