O PSTU confirmou o nome do advogado Sandro Fernandes como pré-candidato a prefeito de Bauru nas eleições municipais de outubro. A decisão foi tomada em comum acordo entre dirigentes e militantes do partido em plenária realizada na noite da última terça-feira. Também ficou decidido que a legenda não vai compor alianças com outros partidos nem no campo majoritário (prefeito) e nem no proporcional (vereadores).
Além de Fernandes, a presidente da executiva municipal da legenda, Iraci Borges, também estava cotada para a indicação. Na disputa à Câmara Municipal, o PSTU vai lançar apenas três pré-candidatos: Leonilda Pereira Ilha de Campos, dirigente do Sindicato dos Bancários de Bauru e Região; Ramon Álvaro de Souza, do Sindicato dos Agentes Penintenciários; e Eliane Koti, diretora do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Bauru e Região.
A base de filiados do PSTU é formada de sindicalistas, estudantes secundaristas e universitários, professores da rede municipal e estadual. Em nível nacional, o partido disputou a eleição para a Presidência da República, cujo candidato, José Maria de Almeida, obteve cerca de 400 mil votos em 2002, o equivalente a 0,5% dos sufrágios válidos.
Sem aliados
Segundo Iraci Borges, o PSTU vai sozinho para a disputa da prefeitura e da Câmara Municipal porque, em Bauru, não existe nenhum partido “autêntico” de esquerda. “O PT, único partido que se colocava como esquerda, está fora desse bloco. Basta ver o que se passa no País. O PT de hoje governa para os riscos”, alfineta.
Destinado a organizar a classe operária no País, o PSTU é um partido bolchevista russo, que tem como princípio a luta contra o capitalismo. “Ele é um embrião de um partido revolucionário”, reforça Iraci. Para ela, o atual cenário político da cidade com suas respectivas pré-candidaturas a prefeito expressa o comando a qual Bauru está subordinada. “Quem governa a cidade é uma elite que não se renova. Está no poder desde que Bauru existe, o que deve render bons frutos.”
Já o pré-candidato a prefeito Sandro Fernandes adianta que a propaganda política no rádio e na TV será enfocada nas “desilusões” do governo do PT, comandado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “As pessoas estão desacreditadas do processo eleitoral porque as transformações sociais não ocorreram e também porque não há perspectivas de melhora”, avalia.