• Consulta
O prefeito Nilson Costa (PTB) pediu a intervenção da Câmara para ajudar a solucionar o impasse da prefeitura com a CPFL, criado a partir da confissão da dívida de R$ 14,7 milhões. Ele e o presidente da Casa, Renato Purini (PMDB), conversaram sobre o assunto ontem. Purini disse a Nilson que a Casa de Leis só intervirá no caso após a concretização do distrato, recomeçando a negociação da estaca zero.
• Relatório
Com isso, ganha força a tese de que o relatório da CEI da CPFL - que pede a abertura de Processante para Nilson - deve mesmo ser votado na sessão legislativa de segunda-feira. O próprio líder informal do prefeito na Câmara, vereador Milton Dota Júnior (PTB), defende a discussão e votação do documento. Para rejeitá-lo são necessários 11 votos.
• Peixada
O vice-prefeito Dudu Ranieri (PFL) fez uma peixada à base de pintado ontem à noite na sua residência. Entre os convidados, os vereadores Faria Neto (PDT) e Luiz Carlos Valle (PSB). Tuga Angerami (PDT) só não compareceu porque havia assumido compromisso anteriormente. Lógico que o assunto preferido do cardápio foi a sucessão municipal. Já se fala num nova frente unindo os três partidos: PDT, PFL e PSB.
• Gratificação
A decisão do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de deflagrar movimento grevista a partir de segunda-feira fez o prefeito Nilson Costa recuar no aumento de 30% para 100% da gratificação concedida aos procuradores da prefeitura. O recuo não foi bem digerido entre a categoria, que promete recorrer da decisão no âmbito administrativo.
• Passeata
A subsede regional de Bauru da Central Única dos Trabalhadores (CUT) promete agitar o Centro da cidade hoje com uma passeata. Os sindicalistas querem recrutar a opinião pública a favor da apuração das denúncias sobre vereadores envolvidos em supostas viagens irregulares com carros oficiais da Câmara e prestação de contas.
• Vacinada
Embora algumas câmaras municipais da região já tenham aprovado reajuste nos subsídios de seus vereadores, o Legislativo de Bauru ainda não tratou do assunto. Um de seus integrantes garante que, até o momento, não há nenhuma manifestação no sentido de propor aumento nos valores dos vencimentos. De qualquer forma, o plenário terá que avaliar um projeto sobre o tema para a próxima legislatura, mas pode também manter os atuais valores.
• Discretamente
Desde que a aliança PDT/PT foi descartada, a presidente da executiva municipal petista, Estela Almagro, tem sido discreta nas articulações com vistas às eleições municipais de outubro. Os petistas, pelo visto, não têm conversado regularmente com outros dirigentes partidários. A impressão que se tem é que a direção municipal do partido está extremamente cautelosa com o processo sucessório.
• Purini analisa
Por outro lado, quem está de olhos abertos, observando e conversando muito sobre a sucessão, é o vereador Renato Purini (PMDB). Ele e seu partido ainda avaliam, com toda calma e cautela, qual seria a melhor alternativa: candidatura própria ou ser vice de alguém.