Atualmente, as festas de casamentos se transformaram em eventos profissionais e os espaços para locação, como salões, casarões antigos, entre outros, são cada vez mais procurados. Há também quem prefira a cerimônia e festa ao ar livre, onde as flores coloridas são bem-vindas, já que se tratam de ambientes com muito verde.
Para Maria do Carmo Simon, colorir o casamento é uma tendência internacional que está conquistando os brasileiros. Porém, a artista floral, que realiza aproximadamente 40 eventos por mês, explica que os noivos brasileiros ainda preferem uma decoração clássica com flores brancas.
Na opinião do florista Kiko Freitas, hoje o que os noivos procuram é um visual mais limpo e leve. Usar muito tecido saiu de moda, bem como as decorações em cor-de-rosa. O branco impera na noite e as cores ganham espaço nos casamentos realizados durante o dia, mas isso não é uma regra.
“A única flor que não se usa num casamento é o cacto. As demais podem ser usadas, graças as tecnologias de cultivo, o ano todo. Um copo de leite para ser usado no verão é arriscado.
Não existe mais aquela história de flor de época. Elas encarecem pela procura em determinadas datas, como Dia das Mães, Namorados e Finados, mas existem tudo o ano todo”, explica.
Uma tendência quando se fala em decoração é o uso do vidro e da iluminação, que hoje representa 70% da beleza do evento. Até na igreja já se preparam luzes especiais durante a cerimônia.
Nas festas, os arranjos também não são padronizados nem em formato, nem em altura e as velas voltaram para ficar em diversos formatos e até para iluminar igrejas.
“Numa mesma festa se mesclam arranjos altos e baixos justamente para não padronizar. Isso desperta a curiosidade do convidado e faz com que ele preste atenção na decoração.”
Aliás, hoje a decoração também inclui móveis como sofás, poltronas e até uma estrutura para coquetéis e cafés.
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Sonho
O serviço de floricultura e decoração deve ser contratado de seis a oito meses antes da data. Os noivos já devem ter acertados a igreja do casamento religioso, o espaço da festa e o local do civil.
Geralmente, as floriculturas fazem apenas um casamento por dia, pois o trabalho dos floristas não é apenas confeccionar arranjos, mas sim transmutar os locais.
“Nós vamos transformar o sonho da pessoa em realidade. O decorador tem que ambientar a festa e uma mesa fora do lugar pode comprometer o conjunto”, argumenta Kiko Freitas.
No tocante ao preço deste sonho, o florista aponta que, incluindo todos os itens (flores, velas, luz, tecidos, gelo seco e outros infinitos elementos), o valor de uma decoração pode não ter limites. “Uma pessoa pode querer revestir uma parede gigante com rosas tipo exportação, por exemplo.” Mas garante que com R$ 800,00 se faz uma decoração completa.
O pagamento geralmente é parcelado no momento da reserva do serviço até a data do casamento.
A única ressalva que o profissional faz é quanto ao uso exclusivo dos crisântemos que, além de exalarem um cheiro forte, são associados a velórios. Mas nada impede que a flor seja incorporada a outras para compor o visual festivo.
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Arranjos inovam
A criatividade e a leveza nos arranjos de flores, no estilo de ikebanas, é uma das mudanças notadas pela florista Vitória Farroco Lazoski na decoração dos salões. “Os arranjos eram muito carregados. Hoje, são mais vazados, leves e exóticos”, explica Vitória, que tem utilizado vasos de vidro ou bases de folhas naturais como suporte. Para acompanhar essa sofisticação, flores de estufa como a orquídea e o lírio, bambu japonês e junco.
Mas as rosas também ocupam lugar de destaque nas festas de casamento. Elas estão entre as mais utilizadas pela florista Maria José Prior, junto com os antúrios e as orquídeas, entre outras. “As rosas são usadas numa decoração mais romântica e em qualquer cor, desde o chocolate até o lilás”, conta.
Já as gérberas e as palmas não têm mais a saída do passado, segundo a florista. Outra novidade apontada por ela é a alternância de arranjos altos e baixos nos centros de mesa das festas de casamento.
Castiçais de prata com arranjos altos ao redor de velas têm sido explorados pelo florista Joaquim Macedo. “Também estão se usando muitas plantas nos fundos dos salões e atrás da mesa de bolo”, diz. Outras criações de Macedo mesclam frutas e flores em ânforas dispostas nas mesas de bolo, chá e café.
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Buquês
Existem três tipos básicos de buquês: braçada e os redondos, que são mais leves, e os cachos de uva ou coração, que são mais pesados não só para se segurar como a aparência é mais pesada.
“Uma noiva que carrega um buquê cacho de uva feito de rosas chega ao final do casamento com dores no punho, tamanho o peso”, orienta Freitas.
Para compor um buquê de braçada, que a noiva carrega no colo, pode-se optar por compor o arranjo com lírios, tulipas, copos de leite, gérberas ou alstroemérias.
Já os cachos ou corações são tradicionalmente compostos por rosas, mas também podem ser feitos com gérberas e lisiantos.
Rosas, lisiantos, alstroemérias, camélias e gérberas compõem os buquês redondos.
O custo de um buquê de flores naturais pode chegar a R$ 300,00. Mas a noiva pode optar até por entrar na igreja com um mini-buquê de violetas ou um ramalhete de rosas que não custem R$ 20,00.
O cravo é a flor do noivo e os padrinhos que optarem por usá-los na lapela devem optar pelo cravo branco, pois o vermelho é reservado ao noivo.