Ciências

Papel da imprensa é fundamental

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 1 min

A difusão de pesquisas científicas dirigida ao público leigo ainda deixa a desejar. Essa é a opinião do biólogo, matemático e professor de ciências, Rubens César Colacino, que defende uma massificação de caráter pedagógico do conhecimento desenvolvido por cientistas brasileiros. “Eles (os cientistas) são reveladores de primeira ordem de informações inéditas, que devem ser divulgadas”, diz.

No entanto, uma parcela dos pesquisadores tem receio em relação à imprensa. “Muitos profissionais viram-se envolvidos em controvérsias sobre descobertas, tratamentos, novas técnicas. O jornalista, como todo ser humano, pode falhar em transmitir aquilo que o profissional da ciência lhe passa. E isso pode ser desastroso, para ambos os lados”, alerta o diretor clínico do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da Universidade de São Paulo (Centrinho/USP), Luís Fernando Ribeiro.

Além disso, na opinião dele, muitos fatos de pesquisa, se não extremamente embasados cientificamente, podem mais trazer alarme que benefícios. “O bom profissional não restringe informações, mas seleciona cuidadosamente as que devem deter domínio mais amplo. Não consigo conceber um bom profissional da imprensa que não detenha mínimas informações sobre ciência”, confessa.

Para o jornalista da Assessoria de Comunicação do Centrinho/USP, João Pedro Feza, cabe ao comunicador realizar uma pesquisa prévia sobre o assunto específico a ser abordado com um especialista, antes da entrevista. “Humildade é receita com ação rápida e eficaz. É a obrigação (do jornalista) perguntar tudo o que não entender”, pondera. Ele espera de qualquer cientista a compreensão de que seu interlocutor em uma entrevista também é um profissional habilitado para exercer a função de “traduzir” a informação técnico-científica que está captando em linguagem acessível à maioria.

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